domingo, 3 de maio de 2020

Um caso específico


A resiliência é desafio. Concordo que devo evitar fumar. Pela saúde, inclusão social e economia em tempos difíceis. Mas é a maior ignorância quando me dizem para beber, pois uso medicamentos controlados e tive hepatite A (desenvolvida pelo uso de medicamentos com álcool) aos vinte e sete anos. Além de que o álcool acirra a bipolaridade, a esquizofrenia e a mania de perseguição. Eventualmente, até bebo algo. Mas evito.

Este é um caso específico. Por hora até que o tabaco vem me ajudando neste momento desafiador. Das drogas, a menos prejudicial à mente. Pois não altera o comportamento e me acalma. Ainda me ajuda a evitar o álcool, a marijuana e a cocaína.

Se eu pudesse, serviria o álcool a toda minha família e beberia limonada. Feliz da vida.

Aliás, sou feliz hoje porque a drogadicção era bem pior antes dos trinta. Desde que iniciei a beber aos doze. A fumar baseado e cheirar pó aos quatorze.

Moro longe da família (agora espalhada pelo Brasil), desde os quatorze anos quando fui estudar fora. Sozinho, desde que meu pai desencarnou quando eu tinha dezesseis anos. Aos dezoito, meu filho (que hoje tem mais de vinte anos) nasceu. Tudo aconteceu muito rápido.

Preciso de ajuda. É verdade. Quanto mais trabalho, estudos, esportes e sexo, menos fumo. Ainda mais se a companhia não fumar. Cortei três anos, há quatro anos. Nas últimas duas semanas, cortei dois dias inteiros em cada. Quinta pra sábado. Segunda pra quarta. Respectivamente.

Vamos tentar novamente nesta. Quem sabe a mesa vira ao meio dia. Quem sabe corte de vez. Pois dizem que a vida inicia aos quarenta. A hora é agora. 


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