domingo, 13 de outubro de 2013

Sobre os Protestos


No vídeo acima reforço alguns tópicos trabalhados nos textos recentes sobre os protestos de junho deste ano. A narrativa com traços de crônica oral dialógica faz parte da tentativa nos colocarmos ao acesso também daqueles que preferem o formato audiovisual. Gostaria de ter acesso à opinião dos internautas. Assista o vídeo e comente se desejar. 

J.P.D.

sábado, 12 de outubro de 2013

Prossumidores


Os novos autores do ciberespaço encontraram na rede a possibilidade de criar canais pra falar o que pensam. Independente da pretensão de se tornar formadores de opinião. Ou da consciência do poder ilimitado dos emissores no modelo comunicacional. Os produtores de conteúdo da web atual realmente fazem o que fazem porque gostam.

Livres da formalidade técnica, dos modelos e padrões impostos pelos grandes veículos de comunicação. Livres pra decidir sobre qual assunto desenvolver. Livres das pautas prontas, pré-formatadas e impostas pelos grandes veículos e seus respectivos tutores e patrocinadores. 

Os prossumidores redescobriram e reinventaram a internet como uma ferramenta capaz de transformar a realidade e mudar o mundo pra melhor. A liberdade de expressão multiplica a pluralidade de opiniões, ideias, diálogos, caminhos, conceitos e posicionamentos. A internet se tornou um prato cheio na mão dos comunicadores. Cabe a cada um saber aproveitar da melhor forma.

J.P.D.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Ousadia pra ir além


A grande maioria das pessoas tem o costume de consumir e seguir ideias prontas. No empreendedorismo seguimos os cases de sucesso e tentamos implementar em nossos negócios para que tenhamos lucro. Na pesquisa acadêmica seguimos os modelos, métodos e técnicas com a finalidade de construir de forma eficiente nossos artigos, teses e ensaios. Na prática esportiva buscamos nos basear pelas técnicas de treino existentes afim de ter o melhor retorno. Nestas e em infinitas outras áreas buscamos exemplos adaptáveis ao nosso contexto. Isto é o normal  e usual. Contudo, podemos ir além disto.

É certo que fugir das regras pode ser um erro. Os métodos estão aí pra facilitar a vida quando implementados em nossas empreitadas. Com a técnica ganhos tempo e temos maiores chances de obter bons resultados. De outra forma, violar as regras ou ir no sentido oposto a elas pode causar danos e prejudicar o bom desempenho.

Apesar de não ser aconselhável quebrar as regras, os grandes visionários da ciência, do esporte e dos empreendimentos, foram aqueles que contestaram os modelos vigentes em suas épocas. Ultrapassando e violando os métodos existentes. Mesmo sabendo que esta é uma forma arriscada de lutar pelo desenvolvimento. Neste contexto, ousemos pensar diferente sempre que possível. Ousemos contestar as regras, desde que bem intencionados.  Ousemos criar novos métodos. Pois,  se nossa ousadia for do bem e estiver inserida no que chamamos de caminho certo, poderemos contribuir na construção de um mundo melhor pra viver.

J.P.D.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Visibilidade


Com o aumento da visibilidade midiática, chegamos ao fim da privacidade da vida privada. Mesmo aqueles que optam por colocar-se de fora da lista de perfis nas mídias sociais, são incluídos, de algum modo, na vitrine virtual. São fotografados, filmados, citados, referenciados e comentados por aqueles que gostam um pouco mais da exposição. Hoje em dia é impossível se esconder completamente. Todos estamos na mídia, independente de ser esta a nossa vontade. E temos de nos acostumar com isto.

J.P.D.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Consequências das Manifestações


Durante as manifestações de junho deste ano, percebemos um desvio de foco. Os protestos inicialmente pacíficos, e inicialmente composto por pessoas que estavam ali pra defender interesses pré-definidos, agregou a massa de vândalos e baderneiros. Causa esta que teve consequências desastrosas aos interesses dos movimentos sociais.

A primeira consequência foi a depredação do patrimônio público. Como monumentos, telefones públicos, lixeiras e sinalização de trânsito. Além de bancos, empresas multinacionais e estabelecimentos comerciais diversos. Como consequência, tivemos  a danificação da imagem dos interesses da massa e dos movimentos participantes.

Como consequência ao ataque às grandes empresas, a confiança dos países estrangeiros (investidores internacionais) no Brasil foi prejudicada. Reduzindo investimentos e desvalorizando o real frente à moedas como o dólar, o euro e a libra. 

O principal prejuízo de tudo isso é que o desconto ilusório de vinte centavos no custo da passagem de ônibus, custou milhões aos cofres públicos. Ora investindo na reconstrução do patrimônio depredado. Ora investindo no enfrentamento dos policiais contra os vândalos e marginais que, consequentemente, se apropriaram de forma maliciosa das manifestações, desvirtuando o foco inicial dos protestos.

Sim; 'Não são apenas vinte centavos'. Agora é muito mais. Pois, se de uma lado os salários permaneceram congelados originando greves como a dos correiros e dos bancários, de outro lado o leite subiu, o pão subiu, a carne subiu, o arroz subiu, o feijão subiu e muitos outros produtos. Agora encontramos um custo maior frente aos pequenos ganhos pelos quais tanto lutamos nestas manifestações. Precisamos rever nossas posições rebeldes de protesto. Contudo livres do silêncio. Pois agora precisamos reivindicar cada centavo retirado do bolso dos trabalhadores nesta racional, mas também inconsequente, forma de lutar pelo que é nosso.

J.P.D.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Entendendo o Estudo


Na pós-graduação acadêmica aprendemos e somos treinados a dominar a técnica da pesquisa. Estudamos autores de distintas escolas a fim de enriquecer nosso trabalho em artigos acadêmicos, monografias, teses e dissertações. Em meio a esta formação científica me pergunto: 'Mas o que é estudo?'

O estudo pode ser definido de várias formas. E vai além da leitura e pesquisas científicas formatadas pela técnica. A vivência e a experiência cotidiana é uma forma de estudo. Assim como o estudo é uma forma de trabalho.

Quando permanecemos atentos aos fenômenos da natureza, cada ato é um ato de estudo. mesmo quando orientado pelo subconsciente. Quando empenhados na construção de algo, estamos desenvolvendo uma forma de trabalho.

Desta forma, toda atividade, quando investida dentro de um objetivo ou foco determinado se torna aprendizagem e desenvolvimento. Tanto na educação quanto no mercado profissional.

Do mesmo modo, até mesmo as atividades comuns do dia-a-dia, como navegar nas redes sociais, assistir televisão, jogar videogames, interagir em conexão coletiva, formar e influenciar a opinião, se tornam formas de estudo e consequente aprimoramento profissional.

Da mesma forma podem ser enquadradas as diferentes formas de interação interpessoal. Assim sendo, realizar as atividades cotidianas com foco e determinação é uma forma de estudo e trabalho. 

Neste sentido, é interessante que sejamos alertas e despertos em cada atividade, para que assim possamos colher de forma natural a aprendizagem pelo estudo e pelo trabalho, produzindo o desenvolvimento profissional e pessoal. Eis uma forma interessante de entender o estudo.

J.P.D.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Amadurecimento


Com os protestos de junho deste ano percebemos o interesse de um grupo seleto de brasileiros em mudar alguns pontos importantes na sociedade. Notamos a facilidade de mobilização e ciberativismo. Encontros e mobilizações marcadas pela internet facilitaram os primeiros movimentos. Contudo, percebemos também o desvirtuamento de alguns participantes quando as mobilizações se transformaram em baderna, vandalismo e tumulto. Isso tudo mostra que há certas contradições no amadurecimento político no Brasil. A maturidade e a imaturidade convivem, ora de forma pacífica, ora de forma conturbada, em meio ao povo brasileiro.

Em Porto Alegre, ao contrário do que muitos pensam, os protestos só ganharam força depois da mobilização contra o corte de árvores, pela prefeitura, em centros públicos. Neste contexto, os grupos e indivíduos manifestantes aproveitaram pra investir no tema do primeiro protesto, ocorrido uma semana antes. No caso, o possível aumento no valor das passagens de ônibus.

Contentes, ou descontentes, com o cancelamento do aumento das passagens, os manifestantes protestaram mais uma vez. Foi então a vez do protesto pela redução do valor vigente. Após conseguirem a redução do valor das passagens, iniciou-se outro movimento. O movimento Passe Livre.

É certo e verdadeiro que muitos outros temas foram postos em pauta. A questão do aborto, do casamento homossexual, da descriminalização das drogas, da corrupção e da impunidade. Assim como a definição da mobilização e das ações como não-partidárias. 

A internet teve papel importante nestas manifestações. Os grupos combinaram ações pelos sites de redes sociais. Como Facebook e Twitter, principalmente. Da mesma forma, o compartilhamento de vídeos e fotos na rede possibilitou uma cobertura alternativa e em massa. Em grande parte das vezes, em tempo real. YouTube, Flickr, Instagram e muitas outras plataformas virtuais, transbordaram conteúdo audiovisual e textual.

Com estes episódios podemos tirar algumas conclusões prévias. Primeiro: A massa é heterogênea. Há pessoas bem intencionadas que sabem o que querem; Há pessoas bem intencionada que não sabem o que querem. E há pessoas mal intencionadas. Segundo: A internet é uma ferramenta neutra e perigosa. Pode ser usada com fins pacíficos e construtivos ou fins violentos e de destruição.

Pra finalizar observamos a multiplicidade de opiniões. Muitas vezes diversas e opostas. Episódios registrados como o da famosa fotografia dos dois cartazes lado a lado. Um pró aborto e outro contra o aborto. Além da ignorância visível  não só em boa parte da massa (me refiro à parcela de participantes que não sabiam porque estavam ali), mas principalmente em casos como a colocação inoportuna de autoridades governamentais, como o caso referente ao que seria a 'cura gay'. De fato estamos amadurecendo e ainda temos muito a amadurecer.

J.P.D.

sábado, 5 de outubro de 2013

Projetos


Durante a batalha cotidiana é natural que nos sintamos mais motivados em situações específicas. Há certas atividades que nos motivam mais. Alguns hábitos nos proporcionam mais alegria pra seguir em frente. De algum modo, cada um encontra, em algo específico, o combustível à própria jornada. A prática de esportes, os relacionamentos e a atividade profissional podem ser objetivos e combustíveis ao mesmo tempo. O importante é que busquemos atividades saudáveis e construtivas. E, sobretudo, cultivemos hábitos que nos impulsionem a investir, cada vez mais, nossos esforços em nossos projetos.

J.P.D. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vamos Que Vamos


Poderia lhe chamar à luta e dizer: 'Vem e segue-me'. Mas hoje, neste pequeno parágrafo lhes convido de outra forma. Pra que sigamos em frente. Vamos irmãos. Vamos em frente. Está na hora de lutar por nossos ideais assumindo nosso compromisso com a construção de um mundo melhor. Está na hora de levantarmos nosso estandarte às alturas. Está na hora de cravar nossa bandeira o demarcar os territórios a nós designados. Esta na hora de assumir nossas posições. Nos responsabilizando em cada decisão e escolha. Está na hora de nos colocarmos na posição de agentes transformadores. Nos tornando, cada vez mais, responsáveis pelo bem comum e pelo progresso coletivo.  Está na hora de sermos inclusivos com os quais um dia foram deixados de fora. Está na hora de transpormos alguns obstáculos. Está na hora de entoar o canto novo que tanto sonhamos. Vamos irmãos. Vamos em frente. Vamos pra frente. Desde já, agora e sempre.

J.P.D.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mestre Empreendedor


Certo dia chegou um comerciante e perguntou ao Mestre Empreendedor: 'Por que, mesmo sendo idealizador de ideias grandiosas, o senhor insiste em primeiramente investir nas pequenas ideias?'

O Mestre Empreendedor respondeu ao comerciante: 'Imagine uma situação. Convido alguns amigos pra fazer um piquenique. Levo alguns sanduíches. Colocamos um pano sobre a grama. Coloco os sanduíches sobre uma bandeja. Me retiro por alguns minutos pra atender o telefone. Retorno e vejo que os sanduíches sumiram do prato. Então lhe pergunto: Acreditas que eu deveria convidar os mesmos amigos pra um banquete ou churrascada. Ou deveria convidar pessoas mais confiáveis?'

O comerciante respondeu: 'Certamente, pessoas mais confiáveis devem ter a prioridade na participação do banquete'. 

O Mestre Empreendedor concluiu: 'Agora você entende porque insisto em tentar prosperar primeiramente com as ideias mais simples'.

J.P.D.

Salve-se quem puder


Estava conversando com um amigo de 40 anos, o qual me falava sobre seu filho de 18, usuário de maconha e frequentador da noite de Porto Alegre. Me falou estar preocupado com a juventude. O jovem, antes calmo e tranquilo, agora havia se tornado um rebelde sem causa. Desleixado com as tarefas cotidianas, some todo fim de semana pra curtir a bebedeira com os camaradas. 

Meu amigo, ex hippie punk, me perguntou qual conselho daria a ele pra ajudar seu filho. Perguntei se ele ainda usava alguma coisa. Me respondeu que eventualmente bebia com amigos, torcendo pelo seu time, ao assistir jogos pela televisão. E eventualmente compartilhava o álcool com o jovem. 

Retratei a ele a posição dos psiquiatras, e Narcóticos Anônimos, sobre a recuperação de dependentes químicos (usuários de drogas). Ambos concordam que a recuperação requer um esforço de toda a família. E que as chances de sucesso no tratamento são superiormente maiores quando há mobilização total e abstinência de álcool.

Então lhe respondi. 'Quer um conselho? Tome guaraná nos jogos de futebol e brinde o ano novo com uma bebida sem álcool. Suas chances de recuperar seu guri serão infinitamente maiores'.

Ele me agradeceu, com um ar de que não lhe havia convencido. E um certo tom de culpa em seus olhos, por participar de algum modo da inserção do filho no mundo das drogas a partir do consumo de álcool.

Apesar desta 'estória' ter sido adaptada de sua 'história' real, mostrei este texto ao meu amigo. O qual me permitiu divulgar aqui. Histórias como esta são comuns nos dias de hoje. E muitas vezes, os pais não tem consciência de suas participações na construção dos fatos.

Muitos se preocupam com o tráfico. Com os ambientes perigosos. Com as amizades conturbadas. E apesar de tudo isso ter total influência, esquecem de que os principais legitimadores são aqueles que compartilham com o jovem o vinho da páscoa, a cerveja do futebol e o champagne do réveillon. Uma realidade difícil de aceitar e entender. De outra forma, o fator chave a ser mudado para que mais jovens se salvem do vício.

J.P.D.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Seguindo em frente


Há um momento na caminhada o qual refletimos sobre a importância de nossos feitos. E quando ainda há muito a ser feito, é natural que nos foquemos no presente, passado e futuro a fim de analisar minuciosamente, compreender e aprender em cada experiência. 

Cada lembrança e desejo impulsionam nosso empenho em seguir a jornada. Assim sendo, seguimos passo a passo, degrau a degrau, dia após dia, minuto a minuto, segundo a segundo, construindo a realidade e o mundo em que vivemos.

A maturidade nos traz a consciência e a luta, as conquistas. Conquistas estas multiplicadas com quem participa de nosso êxito. Enfim, entendemos o sentido da batalha cotidiana, do caminho escolhido, das leis do universo e da própria existência. E tudo pra fortalecer nossa real essência.

J.P.D.