quarta-feira, 17 de julho de 2019

A trindade singular dos Orixás


"O Pai traz o filho em si, assim como o filho está no Pai".

Guerreiro de Oxalá, filho d'Ogum, havia se tornado Pai d'Xangô. Como irmão, diante os lobos, assumiu a missão delegada. Incorporou Yemanjá em casamento singular com o Divino Espírito Santo. Mesmo sendo solteiro e sozinho. Tornou-se guardião dos Mandamentos do Cristo. Justiceiro, na guerra ou na paz, atuando perante a Lei. Cortando cabeças e executando cobranças dos quais lhe cobiçaram algo.

A mudança


Na obrigação de honrar o que está escrito neste livro, iniciamos a mudança que tanto desejamos. Sei que isto soa como macumba ou pacto com o diabo. Mas fumar é derrota. O tabagismo estava sugando boa parte das minhas economias. O maço de Gudang diário custava mais que o almoço em buffel livre. Nisto, nos vimos obrigados a cortar gastos. Certa vez que os trabalhos estavam escassos. Enquanto, vencer as demandas, era algo urgente. 

A ex-namorada havia me procurado. Vi sua ligação na bina. Após quatro semanas sem conexão. Isto me revoltou. Por mais de ano e meio, sustentei seus gastos em meu apartamento. Luz, água, gás e condomínio. Isto me ofendeu. Me senti roubado. A questão agora era seguir até encontrar trabalho digno. Embora venha fazendo inúmeros freelas no caminho. Vendi nove violões e uma guitarra entre janeiro e julho. Mas não guardei nada da grana. 

É óbvio que o relacionamento não é o culpado disto tudo. As drogas entram na questão como vilãs da história. Tanto no fim do relacionamento quanto no sucesso das finanças. Agora era obrigação cortar o tabagismo e guardar a devido dinheiro que gasto por dia em tabaco. Não há derrota pior que isto, uma vez que, além dos gastos, há a questão da saúde envolvida. Não mais poderia esperar. A cocaína, a maconha e o tabaco, já não faziam parte mais desta trama. 

É óbvio que ainda sou capaz de fumar o baseado eventual. Quando alguém bota. Sem gastos. Sem grilos com o lado econômico. Mas não poderia mais esperar. “A hora é agora” – Disse a si próprio. Não havia momento melhor para fazer esta escolha. Sou louco, é verdade. Mas escolhi ser o louco racional. Consciente de que tudo nesta vida é escolha. Assumindo assim as responsabilidades quanto ao que faço do tempo e dinheiro.

 Os Eguns e Exús estavam apreensivos. Nem todos estavam prontos à decisão.  Mas, até que enfim, o diabo estava de acordo. Disse-me que os vício valem dinheiro, reputação e colocação no mercado. Quem abusa, está fora. Quem se domina, tem o controle da situação. Portanto, me desligo desta derrota, mantendo-me ligado nos reais interesses que me movem. Agora é a hora do ar puro. Ir a academia e finalizar este trabalho. 


segunda-feira, 15 de julho de 2019

Ao trabalho


A última namorada havia me deixado no pó. Literalmente, após uma conversa estriquinado. Passaram-se quatro semanas, comi outras quatro bocetas e beijei outras duas mulheres. Isto era a fome após longo período de castidade (fidelidade). Pergunte-me se usamos camisinha? Óbvio que o estoque está se indo. Ma a questão é: “No que isto ajuda os espíritos? Senão a aprisioná-los no prazer da carne. Vulgarmente, falando, como os zombeteiros que colaboram nesta obra, o que me importa beber, fumar ou foder?

A questão é que o trabalho estava além da experimentação diária da vida. Deveríamos avançar nos propósitos cotidianos. Cumprindo os mandamentos. Resgatando-se no desafio para vencer. Óbvio que mudar não implica nos tornarmos santos ou puritanos. Ninguém é padre no mundo dos lobos. Mas a questão é lapidar a linguagem. Pois o grotesco havia ganhado o texto.

Enquanto chia a água quente ao chimarrão, Iron Maiden é trilha na oficina. Chapados, estávamos, desde antes do último Gudang. A erva posta na cuia esfumaçava calor em uma manhã do inverno. Havíamos nos tornado uma família. O médium (autor) e os espíritos que contribuem nesta obra. Presentes neste livro como colaboradores.

Assim, iniciamos o dia. Abrindo a semana aos trabalhos espirituais. Havia tantas coisas para pôr em ordem. Tudo deveria ser feito aos poucos e sem pressa. Iniciando pelos contatos profissionais. Deveriam se tornar prioridade frente às conversas com mulheres sedentas por sexo em aplicativos na internet. Deveríamos esquecer, por tempo indeterminado, aquilo que nos move ao prazer imediato.

O planejamento, a médio e longo prazos, implicavam mudanças drásticas no comportamento. Quem sabe deveríamos casar? Se acalmar? Constituir família? No entanto, a questão profissional ainda é prioridade no momento em questão. Os desafios se somam a vencer cada demanda. Certo que há tempo para tudo. Beber, fumar e foder é bom. Mas o trabalho é prioridade.

O reinício



Recriar-se era necessário. Deveríamos rever o comportamento. As economias. Os cronogramas. A alimentação. Os hábitos. Era domingo, pela manhã. Ouvindo Pink Floyd, fumávamos o último baseado. O fim de semana estava chegando ao fim. Restaria nos aprontarmos aos afazeres da segunda-feira. Na certeza que o recomeço estava na hora.

Por longos anos, ouvimos a expressão popular que diz que “a vida inicia aos quarenta”. Baseado nesta colocação, criamos o plano estratégico. Estava tudo mentalizado. Sabíamos exatamente o que fazer. Partindo do princípio do equilíbrio emocional, físico e espiritual. Buscamos nas atividades do lar, o início. Arrumamos a casa antes do almoço.

Bebemos uma cerveja. Logo após, um copo de energético puro. Passamos o café e aprontamos o alimento. Uma lasanha congelada era suficiente para enganar o estômago. Certamente a vida havia se tornado o caos estabelecido na terra. Era preciso organizar as finanças. Eliminar os gastos supérfluos com fumo, álcool e substâncias.

 Naquele dia registrei mensagens subliminares dos espíritos que desejavam ajudar no plano estratégico. Estas mensagens foram registradas no caderno da magia. Onde registro encantos, mensagens espirituais, atos em atas e desafios a completar. Com isto, agora, havia o plano. “A vida inicia aos quarenta?” Que vida realmente quero? Neste sentido construímos a estratégia. 

Já não se preocupava mais com o baseado ou sobre que vagina iríamos comer. O sexo dos espíritos trabalhados o pelo médium (e pai da casa) deveria ser mantido sob domínio até que a guerreira certa viesse somar forças. Ao respirar mais aliviado, sem pressa, e sem limites para avançar, me detive a arrumar as coisas. A casa como se fosse a vida. Os afazeres e objetivos.  

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Avançando


Na sequência das batalhas, o guerreiro encontra, nos próprios afazeres, a positividade que busca no dia-a-dia. Saber que nem tudo é como a gente quer é o princípio à grata aceitação. Entender que existem forças maiores no universo, regendo a natureza e a humanidade, faz com que o guerreiro prossiga avante os desafios cotidianos. 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Legado aos vivos



A igreja do futuro não terá Deus como elo à comunhão de interesses, pensamentos e energias. Mas a humanidade como ligação a unir o homem em social irmandade. Dizer isto parece desafiador. Certa vez que cresce, cada vez mais, o número de igrejas evangélicas e religiões cristãs no mundo. É verdade que o Mestre Jesus revolucionou estes dois mil anos, homogeneizando tendências de comportamento sustentadas pelo exemplo de vida citado nos evangelhos. Mas não foi só Jesus que revolucionou o mundo com seu modo de pensar diferente.

O certo é que inúmeros outros pensadores, cientistas, artistas, filósofos e intelectuais, influenciaram o mundo atual.  Vivemos num sistema de legados. O que herdamos das civilizações ancestrais? O que deixaremos às gerações futuras? Além da garrafa pet e dos dejetos acumulados nos rios. O altruísmo é a palavra que Auguste Comte criou para definir o Bom Samaritano. Ou, a caridade, conforme o espiritismo.

É inevitável considerar que “os vivos são sempre, e cada vez mais, governados necessariamente pelos mortos”. Não me refiro à influência de fantasmas, demônios ou divindades. Falo sobre a herança que herdamos das ciências, literatura e arte. Com certeza, somos influenciados pelas descobertas de Einstein, pelos estudos de Darwin e Newton, assim como pelas invenções de Da Vinci. O mundo jamais foi o mesmo após Van Gogh, Santos Dumont e os Beatles. Raul Seixas ainda influencia os jovens brasileiros mesmo após a sua morte. 

A moda, o comportamento e as tendências, mudam com o tempo. Somos diretamente influenciados pelas gerações anteriores. Pelo conhecimento acumulado além das grandes civilizações. Já não se pesca como antigamente. Já não se caça como antigamente. O que influencia diretamente no curso vital dos rios e florestas. Com isto, temos que reinventar nossa forma de usufruir os recursos naturais. 

O mundo tecnológico também vem transformando o ecossistema. A ecologia natural está alterada. Empresas nascem e morrem todos os dias. Neste contexto, inovações vêm influenciando a forma como interagimos. Desde a prensa de Gutenberg à impressora 3D, os correios perderam mercado ao e-mail. A rede telefônica, para o Messenger e Whats App. Os taxis, ao Uber. As bibliotecas, ao Google. As locadoras, e cinemas, ao Net Flix. A bússola ao GPS. O Desktop ao Smartphone. As rádios e a televisão aberta ao YouTube. A tecnologia tornou-se descartável e, continuamente, superada. O que garante certo viés de evolução.

Neste sentido, também viemos nos adaptando ao Novo Mundo. Mudamos a forma como adquirimos o conhecimento. As máquinas fazem boa parte dos trabalhos para nós. O que facilita o desenvolvimento de outras atividades. Ganhando tempo e gastando menos energia. Nisto, é necessário pensar no que estamos deixando, como legado, às gerações futuras. Como pessoas, profissionais e espíritos encarnados em desenvolvimento. Nada comprova a vida espiritual após a morte, salvo os relatos da fé. Mas o legado à humanidade certamente existe. 

Conforme a ciência e tecnologia vêm evoluindo no mundo dos terráqueos, nos perguntamos para onde estamos indo como espécie em desenvolvimento ocupando o mesmo barco. A Nave Terra flutua no espaço sideral em rotação e translação contínua. Assim como o pensamento humano. Os modelos e caminhos trilhados por aqueles que habitaram este planeta antes de nós. O que aprendemos com isto? O que deixamos às gerações futuras? 

Juliano Dornelles 
Mestre em Comunicação 

Desafios



Era segunda-feira pela manhã. O café estava pronto. No telejornal, notícias sobre pessoas que morreram de frio na madrugada em Porto Alegre. Por aqui, nem sinal do vinho que esquentou as primeiras manhãs do inverno. Estava tudo mais calmo. O espíritos estavam alinhados ao plano estratégico do médium. A semana era o desafio. 

Não beber nada de álcool, entre segunda e sexta-feira, era o primeiro desafio. Cortar o baseado neste mesmo período também. Embora o tabaco ainda estivesse presente em doses reduzidas. O esforço, agora, era conseguir juntar dinheiro. Das economias e ganhos cotidianos. Resolvemos fazer uso da magia para estimular a economia.

Os espíritos estavam conscientes que tudo que consumimos é nosso. O médium havia aberto a casa aos guias que desejassem ajudar. Incluindo os campeões do esporte, despachados na noite anterior, após ganharem o título da Copa América no Brasil. Cavalos que adotamos no plano espiritual para a lida diária.

Contudo, ser campeão, no mundo dos espíritos, não se resume a ganhar títulos e campeonatos. É preciso ganhar o ano nas atividades diversas. E, para isto, é necessário ganhar o dia. Assim viemos construindo a agenda dos cronogramas. Cronogramas que integram o plano estratégico de mudança. É, justamente, esta mudança que estamos operando em doses homeopáticas. 

Como diz o lema da Rosa Cruz: “Ou você muda, ou tudo se repete”; estamos cientes deste compromisso e missão. As velhas amizades, que atuavam por interesse no consumo das drogas, vêm cedendo espaço às parcerias de negócios, amizades construtivas e equipes esportivas. Treinar cinco vezes na semana era o desafio inicial ao tempo livre. 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Ligados


Naquela noite estávamos ligados. O pó estava na mente, assim como os desafios na jornada. Cada vez mais, concluíamos que as drogas são como uma prisão. Uma fuga das questões sociais. Desvio do caráter. Margem da realidade. Mas a maioria dos encarnados, consumidores, não vê as substâncias como algo das trevas. Principalmente quando trata-se do consumo social com moderação. 

Seletos determinados espíritos aceitaram ajudar as almas presas no vício. Promovendo a ocupação produtiva e a eliminação do tempo ocioso. No entanto, os resgates estavam cada vez mais espaçados. Era perigoso expor os espíritos que já estavam recuperados. Estes não mais pediam drogas, tabaco ou álcool. Agora estavam interessados na ocupação cotidiana nas atividades construtivas. Assim como caminhar ao Sol e beber água. 

O último ‘teco’ emergiu como referência. Por instinto e influência dos obsessores. Divididos em grupos. Os quais queriam se ajudar e os quais não queriam. Neste sentido, por influência dos guias, nos colocamos a arrumar a casa e fazer alongamentos. Isto era o ensaio mental do que realmente queríamos aos dias normais. 

No entanto, o esclarecimento veio a tona. Deveríamos mudar a estratégia. A prioridade deixou de ser cortar o tabaco. Mas cortar o baseado, o álcool durante a semana e a cocaína. Tivemos que ter mais aceitação frente ao tabagismo. Principalmente, neste primeiro momento. Com isto, deveríamos nos concentrar em cumprir o cronograma diário. As atividades construtivas que preenchem o dia-a-dia. Tais como trabalhos, estudos ou atividades físicas. 

Assim, Já estávamos há sete dias sem fumar marijuana. O tempo que demoramos para concluir este capítulo, desde o primeiro parágrafo. A cocaína havia deixado de ser tentação. Enquanto os objetivos concretos se tornaram prioridade. Não estávamos aqui para virarmos ‘caretas’, mas para controlar mais os impulsos que nos levavam a consumir drogas. 

terça-feira, 2 de julho de 2019

Domínio próprio


Algo havia mudado. Não mais buscávamos a abstinência total do álcool e drogas. Apenas, com o consentimento dos espíritos envolvidos, buscávamos o domínio sobre o consumo das substâncias. O álcool diário deveria ceder lugar ao álcool eventual dos feriados, festas e fins de semana. O baseado que fumávamos o dia inteiro, cedeu lugar ao baseado eventual. Em cerimônias e encontros sexuais. Portanto, nos afastamos dos grupos de Narcóticos Anônimos, uma vez que, em tais grupos, defende-se a abstinência total do álcool e ilícitas, enquanto o tabagismo é defendido como escape ou muleta à recuperação.

O fato é que o tabaco era algo que gostaríamos de eliminar por completo. Enquanto o álcool eventual, assim como a marijuana social, era algo que preferimos manter sobre controle. Utilizando em períodos espaçados. Sem preconceito ou discriminação. Não estamos aqui para nos tornamos caretas, ou puritanos, mas para conquistar o domínio próprio. Assim, fomos espaçando os dias de consumo do baseado. Eliminando o pó e cortando o álcool durante a semana. 

Beber durante as semana não era bom negócio para quem gosta de ir à academia. O tabaco também não era bom para quem gosta de correr e vem treinando lutas há alguns anos. Substituir o tabagismo pelo Jiu Jitsu e Muay Thai, com finalidade de defesa pessoal, era algo que nos estimulava à mudança. As relações amorosas também ganharam novo panorama. Fugindo das triangulações, embora adepto da pluralidade buscávamos a parceira que colaborasse inteiramente com o nosso trabalho. Os espíritos sentiam-se incomodados com mulheres que faziam suas saídas em plena liberdade.

Manter-se solteiro, por algum tempo, foi a saída que encontramos para finalizar esta obra. Embora escrita, boa parte, sob efeito do álcool, maconha e cocaína, tínhamos o objetivo de cortar o consumo diário. Reduzindo aos fins de semana. Ou dias especiais. Com isto, o trabalho, assim como os estudos e treinos, ganharam mais importâncias que as drogas. Isto foi o que realmente nos ajudou. Ajudar o médium a cumprir os cronogramas diários.

Ninguém aqui queria tornar-se careta ou puritano. Apenas buscamos o domínio. Sabemos que somos pecadores, embora filhos do Pai Divino. Pai Nosso que nos orientou a cortar o consumo das substâncias. Atendendo ao chamado, assim estamos fazendo, nos dias de semana. Embora as trevas tangenciem a luz, o período de abstinência química crescia frente aos dias de consumo. 

Sexo dos Espíritos




O médium (autor) havia saído de uma relação de amizade coloria que perdurou por quase dois anos. Embora não houvesse fidelidade mútua, o Mago exigia exclusividade. Foi isto que fez com que a relação de amizade chegasse ao fim. A moça sabia que havia algo espiritual envolvido no relacionamento. Contudo, como bebia e era fumante, não sabia como ajudar. Foi então que resolvemos nos afastar e cuidar a própria vida.

Imerso em sites de relacionamento e aplicativos, o médium buscava a parceira para acasalar. Manter relações sexuais no mundo atual era algo perigoso. Em vista que as pessoas têm muito mais aventuras sexuais que antigamente. A mulher tradicional parecia ter sumido do mapa. Contudo, novas amizades foram surgindo. A oficina recebia visitas durante a semana e nos fins de semana.

Devoto de Jorge, José e Nossa Senhora, o médium buscava esclarecer o trabalho que viemos realizando. Diferente do tradicionalismo espírita, católico ou umbandista, trabalhamos o que chamamos ‘magia’. O Mestre destes trabalhos era também o Mago iniciado pelos espíritos. Aprendíamos diretamente com as almas. No entanto, os ditos Santos, deuses ou Orixás, foram, aqui, adotados como espíritos esclarecidos ou em desenvolvimento. Guias que nos ajudam nestas jornada.

Certo que as relações sexuais envolviam demônios. O tesão multiplicava-se, certa vez que os Orixás estavam envolvidos nas relações sexuais. Estava cada vez mais difícil fidelizar uma buceta que tivesse o respeito aos trabalhos que realizamos. Por vezes, confundido com sensacionalismo. Havia o propósito de resgatar o médium do vampirismo energético, das relações com interesse e das obsessões químicas. 

A verdade é que o diabo costumava prender pelo prazer fácil. Esquecendo os compromissos diários, vivíamos o momento. Embora tivéssemos o real interesse em mudar de vida. Neste contexto, dizem que a vida inicia aos quarenta. Justamente a idade que o médium estava por completar enquanto escrevia este livro. O sexo foi uma fuga que encontramos para driblar as drogas.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Espíritos



Quem somos? Você deve estar se perguntando isto. Somos os espíritos resgatados pelo médium nas encruzilhadas. Muitos, dentre nós, estávamos perdidos. Ou havíamos sido deixados como ‘despachos’ ou ‘encaminhados’ pelas casas de religião onde se encerraram os trabalhos. Sendo encontrados, pelo médium, nas viagens que fizemos pelo mundo, e pelas encruzilhadas em que dialogamos, através do autor, com outros encarnados.

Assim como os guias ancestrais que orientam o autor, o médium destes trabalhos, estamos reunidos aqui por livre e espontânea vontade. O Mestre nos deu o livre arbítrio para ir e vir. Contudo, não mais atendemos chamados. Tampouco, revelamos nomes. O que nos importa é estarmos juntos, em constante desenvolvimento e aprendizagem. Neste contexto, viemos preenchendo o dia com atividades que servem como terapia.

Poderíamos estar bebendo, em plena segunda-pela manhã. Ou dormir até o meio dia no sábado. Ou virar a madrugada acordado. Mas temos o compromisso em viver na luz. Aqui, juntos num só espírito, experimentamos a comunhão com o Divino, na pessoa do Cristo. Jesus é o Grande Mestre destes trabalhos. Servindo como referência ao médium. Embora, ninguém se assemelhe ao filho unigênito.

Pai Divino nos fez o chamado. Nos avisou e fomos encontrados pelo autor. Embora, muitos dentre nós, ainda fumam ou bebem, estamos conseguindo preencher o tempo com outras atividades. O que nos ajuda, e ajuda o médium (autor), a aproveitar melhor o dia. Pois sair à noite, e beber água, em bares onde todos bebem álcool, ou consomem substâncias químicas, é como buscar a luz onde só há trevas.

Por isto, trabalhamos assim. No primeiro momento, buscamos os ‘irmãos’ que pediram ajuda. No início, nas madrugadas de sexta para sábado, bebiam álcool e pediam drogas. Agora, pedem trabalho e bebem água.


*trecho do Livro 'O Bom combate' (em produção - já na gráfica).

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Pelo ar puro



Eis que um dos anjos do Senhor veio até mim, como espírito iluminado, e disse: "Chegou o dia. Hoje você deverá seguir sem fumar". A aparição foi repentina. Era nove e trinta da manhã.

A ausência do cigarro era algo que soava como a ausência do inimigo ou falso amigo próximo. Uma parte de si que se libertava. Com o vício, foram-se as entidades desistentes. Permanecendo apenas os espíritos que têm o objetivo em ajudar o mestre neste combate.

Assim, passamos o dia fumando maconha. A intenção era cortar o cigarro, por se tratar de vício mais usual. O baseado era algo que não fumávamos todo dia. Eventualmente, passamos semanas, sem fumar. Porém, o cigarro havia viciado o médium. A nicotina lhe fazia falta pela manhã. Era a primeira coisa que pensava após o café. Por isto tivemos que substituir o café puro pelo café com leite. Este não lembrava o cigarro.

Mais água também é consumida. Assim como o chimarrão oferecido a Tupã. Neste iniciado processo, notamos que há bastante a fazer no mundo ao redor. Iniciando pela organização da casa e ambiente profissional. Uma nova trilha tocava ao fundo. Bons ares; bons ventos. O subconsciente nem sempre trabalha melhor quando está chapado. Mas isto é apenas uma miragem. 

Portanto, cada atividade desempenhada no dia-a-dia, que viesse no tempo que, antes, era do tabagismo, seria lucro ao corpo, à mente e ao espírito. Iniciamos o processo de abstinência total do tabagismo. Não quando solicitado naquele primeiro capítulo. Mas hoje que estamos prontos. Hoje é o dia que separamos o joio do trigo. Permanecendo conosco exclusivamente os espíritos interessados no ar puro. 

terça-feira, 25 de junho de 2019

Recrie-se


O que faz, dos desafios, oportunidades? Mudar o comportamento para melhor transforma o mundo ao redor. Que tempo temos além do hoje? Sendo, o agora, o desafio. O tempo presente é o tempo em que a magia procede. A mudança e a transformação simultânea é visível quando há atitude. Mesmo que o tempo mude e possamos navegar a favor dos ventos. O espírito se recria preservando a essência. 

Às Mudanças





Há tempos venho ensaiando este dia. Hoje resolvi abandonar o vício pela segunda vez. Sendo que, na primeira vez, passei três anos sem fumar. Na soma, contabilizo vinte e um anos fumados. O suficiente para dizer basta. Por honra aos leitores e testemunhas, declaro acabada esta guerra. Ogunhê Axé .'.


segunda-feira, 24 de junho de 2019

Auroras


A aurora continua sendo momento único. Ao despertar, temos a oportunidade diária de iniciar o dia fazendo as escolhas certas. Mais do que abandonar os vícios, deveríamos rever todo o comportamento. A forma como lidamos com as atividades. Os desafios e compromissos cotidianos. O Guerreiro absorve a missão como desafio a vencer.

O resgate de algumas atividades vem auxiliando os espíritos no desenvolvimento. Uma delas é estender a cama logo ao acordar. Fazer a higiene pessoal. Passar o café. Ler as mensagens recebidas nas plataformas midiáticas. Ouvir cantos religiosos. Fazer estudos em áudio livros. Manter a casa organizada. Fazer alongamentos e exercícios ao longo do dia.

As atividades profissionais, intelectuais e físicas, também ajudam a manter o pensamento distante dos vícios. Pela manhã os espíritos estão mais calmos. Contudo, notei que estávamos sendo ligados toda a manhã. Como se alguém fumasse e nos encaminhasse a escolha “fumar ou não fumar”. Isto procede como uma forma de obsessão de encarnado sobre encarnado.

Primeiramente, desconfiei da ex namorada que era fumante. Talvez ela pensasse, eventualmente, neste médium, enquanto fumasse. Ou pessoas que haviam nos visto fumando nas ruas. Isto causava uma forma de fissura pelo tabaco logo cedo. Deveríamos trabalhar isto, pois já estávamos conseguindo cortar o tabaco e a marijuana por dias intercalados.

O fato de escolher dias específicos para beber e fumar estava ajudando os espíritos a se libertar dos vícios. Mas este trabalho só estaria concluído assim que libertássemos o médium. O autor destes trabalhos traz o desafio de manter-se distante das substâncias químicas, substituindo-as por atividades construtivas, trabalhos, estudos, orações e treinos físicos. Eis o que seria tal como 'milagre' operado pelos espíritos que compõem esta mesa. a iniciar pelos guias ancestrais. A luta continua e é diária. Diariamente a escolha deve ser refeita.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

CAP XVIII – CAPITULOS


É certo que esta história procede em capítulos. Como os capítulos Demolay escritos pelo Lowton já adulto, aos seus trinta e nove anos. Não me refiro à história singular do médium, mas a história das batalhas entre a luz e as trevas. Que espíritos estão sendo resgatados pela luz. Que espíritos buscam o esclarecimento. Como estamos nos ajudando. Questões que respondem os desafios. 

A passagem pelo inferno das drogas é algo que forjou a mudança espontânea no comportamento do Guerreiro. A sensibilidade espiritual aflorou mediante o crescente número de obsessores. Incluindo os encarnados. Em relações vampirísticas e situações de cobiça do que é do semelhante. Isto é agir contra o que nos prescrevem os mandamentos. Como se estivéssemos ‘cagando e andando’ perante as Leis Divinas. O que seria uma ofensa ao Nosso Senhor Jesus. Venerável Mestre e referência nestes trabalhos. 

Mas o certo que é aquele que cobiça, rouba ou mata, mesmo que a vida subliminar, do pensamento, está sujeito às cobranças divinas. E ninguém poderá lhe ajudar mediante a cobiça alheia. O Guerreiro nota que as relações tornaram-se superficiais. Carnais, de interesse ou vazias. No entanto, busca fortalecer os laços espirituais com os guias que o orientam.

O Mago sabe que a vida terrena é apenas uma passagem. Que temos que cumprir a missão a que nos propomos como encarnados. Temos que vencer os desafios que surgem na jornada. O jogo das encruzilhadas é o jogo das escolhas certas. O que é o certo, bom e justo? Por isto existem as escrituras sagradas e as incontáveis referências da filosofia. 

Estamos aqui para nos ajudar. Certamente o vinho será substituído por água. E a fumaça do fumo, por ar puro. O incenso queima sobre a mesa enquanto este livro é escrito. A música mistura-se à fumaça dos últimos cigarros. Demanda que temos que vencer. A capítulo que deve ser encerrado. 


terça-feira, 18 de junho de 2019

Magia Branca


A comunhão dos ‘deuses astronautas’ era o desafio que deveria encarar como trabalho espiritual. Muitos leigos chamariam isto de macumba. No entanto, chamamos de trabalho disciplinador de resgate das almas. Espíritos que serviam ao diabo, agora estavam interessados em saber o que ganhamos em servir ao Pai Divino. 

A magia branca, por vezes, é confundida, pelos fanáticos evangélicos fundamentalistas, como ocultismo. No entanto, me refiro à magia da comunhão dos ‘santos’ (espíritos de luz) com Jesus. Lembrando que os Reis Magos também eram Magos. Se comunicavam com as estrelas a fim de encontrar o caminho que tanto buscavam. Assim, temos nas estrelas, guias celestes que nos mostram que caminho seguir.

Os fundamentalistas evangélicos consideram a Bíblia Cristã como única palavra a ser seguida. Contudo, incluímos outros livros em nossos estudos. Desde o Livro dos Médiuns e dos Espíritos ao Livro da Capa Preta de São Cipriano e o Caminho do Mago de Franz Bardon. Assim como O TAO e o Bushido. Seguido da filosofia grega dos socráticos e pré-socráticos. Que já falavam no indivíduo como espírito encarnado neste mundo.

No início dos trabalhos, por consenso dos espíritos presentes nesta mesa, escolhemos dias específicos da semana para beber e fumar. Nos outros dias, nos dedicávamos aos estudos, treinos físicos e trabalhos diversos. Como doutrina e forma de disciplina espiritual. Aplicando o 5S (Programa japonês de gestão de qualidade) nos afazeres diários. Organização, Limpeza, Disciplina , Saúde e Utilização.

Alguns espíritos estavam indecisos. Então, os convidamos a serem testemunhas. Outros vinham atrapalhar os trabalhos e foram severamente doutrinados ou mandados a se afastar. Enquanto os espíritos disciplinados, aceitaram o Mestre espiritual, Guia destes trabalhos, como orientador, disciplinador e doutrinador. Sendo que ajudá-los era conseqüência de ajudar-se a si próprio. 

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Astronautas, deuses e zombeteiros



Era uma tribo de velhos espíritos vindos do oriente. Viveram nas civilizações ancestrais. Nos Impérios dos deuses. Aqui são chamados mestres errantes, anjos da Terra ou deuses astronautas. Embora filhos do céu. Alguns bebiam chá amargo. Outros consumiam ervas em defumação. Era o que os fazia baixar na terra. Foram recebidos pelo Mestre que os invocou em oração às estrelas.

Zeus jamais diria novamente ter vindo de Júpiter. Nem Ares, de Marte. Mas o certo é que o deus das águas está nos mares. O deus dos ventos está nos ares. Não me refiro ao sincretismo greco-romano. Mas aqEle que tem vários nomes. O alfa e o ômega. Por isto, foi preciso sincretizar novamente. Novos nomes vieram com os orixás. Como legado, ou filhos, das antigas civilizações ou antigos deuses. 

Pai Universo sabe que o Zoodiaco é de grande valor. Principalmente pelas almas que o habitam e espíritos que o trabalham. Por isto, ao rugir das eras, os lobos celestes uivam a favor do vento.

Aquários é bem vinda há alguns anos. Mas os peixes ainda vivem. Pescados, ou pescadores, no dia-a-dia, desbravam lugar ao Sol. Longe do mar, ou dos rios, nadar em terra firme parece desafiador e nada inteligente. Portanto, o que é do ar, ao ar. O que do mar, ao mar. O que é da terra, à terra. E tudo retomará o lugar.

"Lembre-se que a garrafa demora, no mínimo, cem anos para se decompor. Que legado guardamos das civilizações ancestrais? Que legado deixamos ao por vir? O que estamos fazendo aqui? Neste barco chamado Terra?" - Disse o astronauta. 

Enfim, que deuses interveriam como anjos perante o Pai Universo? Seria o Pai Divino a favor desta intervenção? Como podemos ajudar? Dentre tantas divergências, o que nos seria melhor? Entre "*eus" e o diabo. O politeísmo dos quais nos ajudam? Ou o monoteísmo dos quais se vendem? Neste contexto, juntos, como podemos somar às forças da luz? Ao que é certo, bom e justo.

O diálogo dos espíritos fluía como monólogo mediúnico. Bebendo vinho e fumando baseado, o autor pergunta aos co-autores: "Sou eu mesmo?" Oh Zombeteiros. O sobrenatural continuava sendo confundido como o imaginário. Pessoas de pouca fé duvidavam da existência do Cristo. E dos deuses ancestrais. Mas a magia está no mago, assim como está no mundo.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

O rumo revela o destino


Onde você quer estar daqui dez anos? O que gostaria de conquistar? O certo é que onde estamos indo, estamos lá. Seja no pessoal, profissional ou conjugal. Contudo, é necessário fazer escolhas. Não há como servir a dois senhores.

Pessoalmente, por exemplo, estou tendo que escolher agora mesmo. Treinar ou beber? Correr ou fumar? Trabalhar dobrado ou curtir o pós-expediente? Óbvio que o destino é consequência do rumo. Portanto, escolhas são inevitáveis. 

Quando se quer entrar em forma, não basta ir à academia. Tem que cortar o refrigerante. Quem sabe, até mesmo, o álcool. O mesmo quanto aos estudos ou trabalhos. Não espere a oportunidade. Faça a sua. 

Só assim saímos da corda bamba e entramos na jornada condizente aos objetivos. Enfim, somos os responsáveis pelo destino.


terça-feira, 11 de junho de 2019

Mulheres como antigamente

Mulheres de antigamente priorizavam o marido, a casa e a família.

Mulheres de hoje são mais rebeldes e priorizam os interesses pessoais.


É óbvio que os tempos mudaram. As mulheres, hoje, têm curso superior e trabalham fora. Saem com as amigas para happy hour e dividem as contas na hora de ir ao restaurante. Mas confesso que admiro as mulheres como as de antigamente. Não quanto à radicalidade que eram as relações patriarcais. Me refiro às mulheres que pegam junto. Que arrumam a casa ou cozinham quando o homem precisa deste tipo de ajuda.

Creio que estou mal acostumado desde os últimos relacionamentos. Ao receber massagem sem ter que retribuir o mesmo, embora o fizesse sem problemas. Estou acostumado a morar sozinho. Arrumo a própria casa desde os dezesseis anos. São mais de vinte anos morando só. Isto nunca foi problema para mim. Mas quando se tem uma pessoa junto, dividindo o mesmo espaço, as coisas mudam. Gosto de tudo em ordem. Estender a cama quando acordo, passar o café, lavar as roupas, etc.

As mulheres esqueceram as atividades que as faziam donas de casa nas horas vagas. Raras se animam a pegar uma vassoura ou passar o pano no banheiro. Embora sejam mais estudadas e menos ignorantes, muitas deixaram de ser delicadas. Gostam de brigar e bater de frente alegando direitos iguais. Mas ainda existem aquelas que costuram o bolso da sua calça sem que fosse preciso pedir.

Mais importante que o estudo que cada uma traz, ou o trabalho que realizam fora de casa, vejo, no relacionamento, que estas simples atitudes fazem a diferença. Ainda mais quando o custo de uma diarista extrapola o ganho do dia de trabalho do homem. Tempos desafiadores que tornam a mulher tradicional cada vez mais valiosa. Me refiro a mulher fiel, comportada e que não tem ciúmes. Cuida da casa, do marido e dos filhos. Com certeza, as mulheres ainda têm mais sensibilidade a isto.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

O espírito evolui no mundo em transformação



Certo que o mundo está se transformando. Assim como o espírito evolui. Desde a invenção da escrita. Quando a história teve seus primeiros registros. Desde a invenção do tacape ao canivete suíço. Quando os coletores e caçadores tornaram-se agricultores e pecuaristas. Desde a prensa de Gutenberg às impressoras 3D. Desde a criação dos correios, passando pelo e-mail, à invenção dos emoticons. Nova linguagem que emerge das figuras visuais. Símbolos que incorporam novos alfabetos. Nisto, você também mudou.

A televisão agora está no celular. O conhecimento está na web. O www se torna o novo 666. Inferno e paraíso onde tudo é compartilhado. Encontrado, comprado ou vendido. A calculadora, o relógio, o rádio e a lanterna. Tudo está no smartphone. Mas isto não é novidade. Salvo quando entender que o conhecimento foi digitalizado e virtualizado. Ninguém mais decora número de telefone. É mais fácil clicar o nome salvo na agenda. 

Em dez anos, os táxis perderam pessoas para o Uber e Cabify. As locadoras de vídeo fecharam e os cinemas perderam pessoas para o Netflix. As rádios e a televisão aberta, para o Youtube. Os veículos de comunicação tradicionais, às mídias sociais. Os classificados, ao Olx. Os briques, ao Mercado Livre. As baladas, aos sites de relacionamento. As bibliotecas e enciclopédias, ao Google. Os mapas, ao Gps. O Gps, ao Waze. A rede telefônica, ao Messenger e Whats app. No entanto, as velhas tecnologias, embora obsoletas, insistem em pôr os conservadores tradicionais para sentar com seus relógios de pulso e jornais de papel. Vivemos entre dois mundos. 

O certo é que, quando estamos interagindo nas mídias, estamos tocando em banda. Mesmo sabendo que a interação virtual jamais será comparada ao contato pessoal. Contudo, cada vez mais, o espírito virtualiza suas relações. Relações interativas, de consumo, lazer ou aprendizagem. Por vezes, ainda temos escolha. Em que mundo vivemos? Não se trata do pós-humano. Mas do pós-analógico ao pós-tecnológico ou pós-digital. Aquele que retoma as interações face-a-face. Ou prioriza o que é do espírito. 

Ainda bem que temos o arbítrio. Eventualmente, podemos escolher. O que fazer ou onde ir. Mas é impossível fugir do tempo. A quarta dimensão. Melhor pensar diferente que produzir apenas mais do mesmo. A inovação bate de frente com o hegemônico. O tradicional. Desafiando a moda atual. Abrindo novos caminhos. 

Pensar diferente. É justamente isto que muda o mundo e transforma vidas. Mas nem sempre temos escolha. Contudo, ao ter escolhas, temos a oportunidade à mudança e transformação. Não há volta. Sempre em frente, Vamos indo. Estamos lá. Estamos chegando. Estamos aqui. Nós viemos. Continuemos indo. Da virtualização do saber à espiritualização do ser. O espírito compreende-se como espírito em evolução. No mundo em plena transformação.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Sábios



Quem vê? Quem ouve? Quem diz?

Veja bem e preste atenção. Sem retorno não há volta. Sempre em frente é o caminho. Sedes vigilantes.

Quanto está em jogo? Tanta coisa?

Lembre que o que é do céu e da terra não tem preço. Lembre também de fazer sua lista e nomeie-a "pedido 1". Coloque tudo nela. Fiz a própria há sete anos. Reformulei há cinco, sem acréscimos, mas com compensações e adaptações.

Algo mais (extra lista), eventualmente vale a alma ou consequentemente a terra espiritual. Portanto, no "pedido 2" (possível extra lista), diga que deseja preservar o que tem e é. No "pedido 3", 'Basta'.

Quando confidenciar a alguém, lembre que anjos e demônios costumam ouvir junto.


quarta-feira, 5 de junho de 2019

Entre as drogas e o trabalho



O maior inimigo do adicto é o tempo ocioso. O maior aliado à recuperação é o tempo produtivo. O trabalho dignifica o homem. Quem não quer trabalhar?

Hoje em dia, está tão fácil usar drogas que nem dinheiro é preciso investir. É só ir numa praça ou abrir as portas de casa, que botam de graça.

Contudo, o trabalho é essencial ao desenvolvimento pessoal. E a remuneração, essencial à qualidade de vida. Quanto custa uma faxina? Taxi? Uber? Bus? Uma pizzaria ou churrascaria? Uma calça nova ou par de tênis na loja? Óculos de sol, relógio e transporte próprio? Viajar à praia nos fins de semana? Quem não quer ter estas coisas?

Por estas e outras, venho trabalhando nisto. Quando mais novo gastava tudo em cerveja, vinho, vodka e marijuana. Agora quero outras coisas. O trabalho é prioridade aqui.


Ao Novo Mundo


Embora sabemos que só o Divino é o Pai Nosso, o politeísmo é realidade nos dias atuais. No mundo dos santos e orixás, desde os deuses hindus, egípcios, gregos e romanos. Das grandes civilizações ancestrais ao Novo Mundo. A rosa, entre a cruz e a espada, que o diga.

Com Cristo, e em Cristo, estamos juntos.

Que as estrelas nos orientem.

Axé .'.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Ser radical me serve


Melhor a sobriedade que a borracheira. Quem diria que agora estou pensando assim? O adicto deve manter distância do álcool assim como o diabético do açúcar. A bíblia cristã ensina. Seja quente ou frio. O morno não serve. Do zero a dez, sou radical.

Desabafando lhes confesso que senti ódio das pessoas que me convidavam para beber quando estive zero álcool. Tive hepatite A aos 27 anos e fui proibido. Quem não entende que uso medicação psiquiátrica há 20 anos, cuide da própria vida. O álcool com o remedio altera muito o comportamento e o estado emocional. Sou bipolar. Mas longe do álcool estou longe das crises. Agora estou remando aqui para viver longe da bereja. Quem fuma dois massos quando bebe, ou cheira pó, deve manter distância do álcool.

Que o poder superior nos oriente.


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Vivendo e aprendendo



Na vida tenho aprendido algo. Sempre haverá quem irá duvidar do seu potencial. Mas quando você acredita em si, transformar a realidade é possível. Não se importe com isto. Faça por si e pelos quais te amam, confiam ou te desejam sucesso.

Há três anos me vi em uma situação difícil. Após ter me envolvido com política como candidato, vi os clientes sumirem. Me encontrei procurando trabalho. Então resolvi empreender como ambulante. Fazia dois anos que havia terminado o Mestrado e lecionar parecia distante. Então, comprei uma dúzia de guarda-chuvas e fui vender na esquina democrática. Em cinco dias, fiz trezentos dos cinquenta que investi.

Para piorar, machuquei o ombro e fiquei um ano sem treinar jiu-jitsu. Posteriormente, mais meio ano. Justamente a arte que havia me ajudado a parar de fumar por três anos. Na chuva, com os pés molhados, aceitei fumar novamente. Até então, se passaram três anos e meio e ainda estou lutando para libertar-me do tabagismo.

O certo é que agora, mais forte e maduro, vejo a luz no fim do túnel. Acreditar e perseverar é o que possibilita a volta por cima. Sempre em frente. A volta vem.

O Comunicador - Vol CLXXIII



sexta-feira, 31 de maio de 2019

Dias chuvosos


Dias chuvosos são entediantes. No entanto, desde que andei pelas ruas vendendo guarda-chuvas, há dois anos, aprendi a gostar mais dos dias nublados. Principalmente por ser oportunidade a molhar a mão. Embora, agora, esteja focado em outros trabalhos, trago dos dias chuvosos, a gratidão pela chuva. Embora prefira os dias ensolarados. Como diria Raul Seixas: "A chuva é minha amiga". Portanto, que venha a chuva. O Sol e as estrelas. O certo é que a natureza nos reserva este show natural. Além dos ciclos e estações. Além das rotações e translações. Em expansão o universo se move. Além das chuvas, a evoluir, o espírito trabalha assimilando o clima, o ecossistema, o espaço, o tempo e a temperatura. 


quarta-feira, 29 de maio de 2019

Os Orixás



Embora de origem católica, venho experimentando saciar-me dos saberes de inúmeras religiões. Rapidamente tive uma passagem pela escola de médiuns do Centro Espírita Cruzeiro do Sul. Também participei de grupos de jovens católicos. Mas são os Orixás que me fascinam. Nisto venho buscando o conhecimento diretamente com as almas. Foi com as almas que aprendi a macumba. 

Como diria Zé Pilintra, Bom dia a quem é de bom dia e boa noite a quem é de boa noite. Foi justamente quando meu pai desencarnou, que me apareceu Ogum. Meu pai era devoto de São Jorge, embora maçom. Fui batizado no Grande Oriente do Brasil, aos doze anos, como Lowton. Filho de maçom. Hoje considero-me irmão dos filhos. Atribuição que designo a mim mesmo como o Guerreiro que me intitulo.

Quando guri, minha mãe fez uma gruta nos fundos de casa, ao menino Jesus de Praga. Devota do santo, recebia minhas avós para rezar e acender velas. Lembro-me que, aos sete anos, as ouvia rezar frente a imagem do santo. Minha avó materna era benzedeira. Minha avó paterna, espírita. Mesmo assim, preferi trilhar o próprio caminho. Misturando tudo que aprendi nas encruzilhadas.

Com o passar do tempo, além de Ogum, vieram Xangô, Iansã e Iemanjá. Mas tudo iniciou na velha gruta. Menino de Praga que, para mim nunca existiu, foi meu primeiro contato como Oxalá. O que seria meu ‘santo protetor’. Embora Jorge tenha me ajudado desde a falta do meu pai. Miguel também da as caras por aqui, quando a questão é ser justo ou andar na lei.

O certo é que nem todos que se apresentam como Orixás, são Orixás de fato. Muitas entidades utilizam o disfarce para fazer-se passar por santo ou algo semelhante. Com o tempo, aprendi a distinguir no que é de verdade e o que é de mentira. Zombeteiros e obsessores costumam aproveitar-se da fé alheia para fazerem as próprias investidas. Contudo, trago os Orixás como guias.

terça-feira, 28 de maio de 2019

O diabo é desafiado



O certo é que nem sempre o diabo é o inimigo evidente. Eventualmente propõe pactos ao espírito. No entanto, lhes cobra a alma. Há certa diferença entre alma e espírito. A alma ainda está ligada à vida terrena. Aos prazeres da carne. Ao que é da terra. Enquanto o espírito é luz e pensamento vivo. Assim, O Guerreiro está atento às trapaças do diabo. Sabendo que lhe propunha o pacto.

Rifar a alma pelos interesses pessoais seria como empenhar-se no pós-vida. O resgate, eventualmente, é mais caro que o ganho. Contudo, o Guerreiro aproveitou a situação para desafiar o diabo em vez de compactuar com ele. Feito o desafio aos eguns e demônios, O Guerreiro retirou-se à luz. Onde trabalha e realiza as atividades cotidianas. Como forma de disciplina e auto ajuda.

Alguns demônios atenderam o convite. Embora estivessem ligados pelos vícios, estavam interessados no desenvolvimento das virtudes. Queria ser livres da matéria que os aprisionava no mundo físico. Assim os desafiei a mudar junto. Eis o trabalho que se desenvolve durante a escrita deste livro. A obra que é uma oportunidade de estabelecer a resiliência. Doutrinando a si e aos espíritos que compactuam neste trabalho.

Alguns espíritos envolvidos, ou entidades, como queira, apresentavam-se, ou eram identificados como Orixás pelos ditos Exús. Estavam interessados em saber o que está rolando por aqui. Que trabalho é este? Como podemos ajudar? Que tipo de ajuda desejamos? O que ganhamos nesta soma? Entre outras questões importantes.

Ao destrato feito, o Mestre impõe-se como condutor dos trabalhos. Sugerindo melhoras e aprimoramento. Desenvolvimento das habilidades e competências. O despertar da consciência. Para vencer as demandas que sucediam até então. Nisto, o texto escrito é o diálogo dos próprios espíritos que participam desta mesa. Quanto ao diabo, se quer ajudar, reconciliar-se ou retornar à luz, seja no que o Pai Divino quer.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Evoluir


O Mago sabe que deve calar para ouvir melhor e abrir os olhos para ver bem. Assim aprende a utilizar os sentidos isoladamente e em conjunto. Como uma banda ao Axé. Tornando-se Mestre do Guerreiro que traz em si.

A magia está presente nos trabalhos que viemos realizando. Neste encantado contexto, coloco-me como o Mago a utilizar este livro como degrau ao desenvolvimento que buscamos, como espíritos, no espírito. Em comunhão plural-singular. Convergindo as diferentes vivências, situações e respostas, o foco disciplinado que ajuda a construir a resiliência.

O espírito está interessado no desenvolvimento espiritual. O indivíduo está interessado no desenvolvimento pessoal, profissional, material ou físico. É necessário entender, e distinguir, o que é do espírito e o que é do plano físico-material. A metafísica está além dos significados das palavras. Engloba o ecossistema (physis) como por inteiro.

O Guerreiro está imerso neste plano. O universo paralelo. Os incontáveis mundos que compreendem o ‘nosso’ mundo. O espiritual, o pessoal, o profissional, o material e o físico. O intelectual e o financeiro. O real, o imaginário e o sobrenatural. Em que cada plano utiliza determinada linguagem e semiótica.

Além dos significados, significâncias e interpretações diversas; além das figuras lingüísticas; Encontra-se a mensagem criptografada. O que está nas entre-linhas. O que é subliminar. Afinal, que evolução é esta que tanto desejamos? O fato é que estamos aqui para questionar isto.