segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Evoluir


Na evolução social, se transforma o indivíduo e a sociedade. Apesar da recente aceleração do desenvolvimento tecnológico, às vezes sinto-me na Idade Média. Apesar de vivermos na Idade Mídia. Ainda nos movemos pelas verdades anunciadas pelo Cristianismo.  Ainda trabalhamos pra por em prática a democracia. Ainda diferenciamos religião e ciência. Filosofia e Magia.

Em mundo capitalista e monoteísta, convém entendermos alguns pontos cruciais. Mesmo acreditando em um poder superior, precisamos nos reconciliar com os seres iluminados dispostos a trabalhar conosco na construção da ordem e da paz universal. Por séculos chamados de ‘deuses’, ‘mitos’, ‘santos’ ou ‘Orixás’. Adaptar o sistema político e econômico, aproximando os semelhantes e transcendendo diferenças. 

Proponho uma revisão da história desde a Grécia antiga, e do surgimento do cristianismo, até o momento atual, para que possamos entender sobre quais pontos a humanidade tem se movido em circulo. A expansão só existe quando o movimento circular é uma espiral crescente. Assim como as galáxias e o infinito. Construindo uma nova sociedade. Potencializando a comunhão globalizante. Trazendo oportunidades aos cidadãos. Uma nova forma de governar. Uma nova forma de fazer cumprir as leis. Uma nova forma de cultuar a Deus. E de se relacionar com os seres espirituais que habitam o universo.

Encontrando o elo entre o conhecimento e a magia. Entre o poder e os direitos. Entre a fé o renascimento iluminista. Revelando as verdades com novas palavras. Na linguagem do mundo em que vivemos. De acordo a experiência cotidiana de nossa época. Relacionando os ritos mágicos ao saber científico. A evolução biológica ao desenvolvimento espiritual.

Vivemos um momento singular. Temos a oportunidade de construir um novo futuro. Interligados espiritualmente e tecnologicamente com o cosmos infinito. Cientes de que estamos sendo observados pelos astros. Colocando a tecnologia a serviço da política. Uma política descentralizada. Livre da representatividade. Autorregulada pelo cidadão comum. Movida por uma doutrina superior. O esclarecimento que tanto esperamos. Eis a nossa oportunidade.

J.P.D.

domingo, 10 de agosto de 2014

Encantado


A chuva alimenta a alma do poeta. Raios e trovões complementam a magia. Os livros, os filmes e a música, abastecem a jornada evolutiva. A linguagem transcrita em atos, enlouquece em poesia. A filosofia do penamento constrói novos caminhos. Formas de ver e sentir o mundo. Sentimento iluminado. Coração apaixonado. Os corpos se tocam. O beijo na boca. Complementam o mágico momento. Na certeza de que o céu é aqui.

J.P.D.

sábado, 9 de agosto de 2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Night



Nas sextas-feiras, fim de tarde, busco o mesmo que desejo à semana toda. Mesmo quando passo os dias trabalhando nos estudos, pesquisas e produção textual, fortaleço as escolhas que venho fazendo diariamente. Boa parte do network se prepara para encarar a noite nas festas e bares das metrópoles. Pra mim, ao entrar o céu estrelado, lembro que preciso fazer algo mais antes de inaugurar a madrugada. 

Ao brilho das estrelas, os mitos me pedem pra malhar um pouco mais. Mesmo tendo praticado atividade física durante os dias. Fortaleço a supremacia do esporte sobre a boemia. De algum modo, tento conectar-me com as vozes entorpecidas, bailantes entre as luzes das grandes cidades. Resgatando velhos demônios. Mostrando-lhes uma nova alternativa. Abro-lhes a porta do céu e digo-lhes: Entrem; Venham; Vamos; Curtir o Rock'n Roll.

Legitimando um caminho construído. Um alternativa pra vencer vícios e hábitos destrutivos. Porém, preservando a loucura.  A louca voz da consciência. A qual me faz embaralhar as escolhas que me cabem. Pois show é aqui. Onde cabe tudo. Os quais percebem estar dentro; Os quais sentem-se de fora; Os quais preservam-se com 'isso' ou 'aquilo'; Os quais pensam diferente. Saúdo-lhes: Bem vindos!

J.P.D.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Nexo Livre - A Magia da Filosofia Real


O texto de hoje é um tanto louco. E filosófico. Contudo, me sinto condicionado a explanar algumas questões. A primeira delas, ponto de partida desta Filosofia Nobel, é uma pergunta: ‘Quando as entidades do imaginário intrapessoal falam através do espírito médium, a responsabilidade, sobre o que é dito, é do espírito ou dos seres de seu respectivo imaginário?’

A segunda questão refere-se às diferenças e semelhanças entre alguns termos. Tais como: ‘Passar ou ultrapassar; Entrar ou ingressar; Provar ou aprovar; Achar ou encontrar; Retorno ou volta; Conseguir ou continuar’. O fato que intriga é que deixarei em aberto tal questionamento. Mas afirmo que as palavras são mágicas e têm duplo, triplo ou, até mesmo, múltiplos significados.

Pra pensar sobre o assunto, cito a seguinte proposição filosófica: “Se te acho, te ‘pacho’? Quem acha, foi encontrado? Quem encontra, está guardado? Quem guarda, está sendo salvo?”  Aqui, colocamos tais questões, aparentemente, livres do nexo. Porém, dizem muito ao falar nada.

Mas vamos ao que interessa. Apoiado nas questões introdutórias, convido-vos a ler um conto.

ENCONTRANDO ACHADOS

Certa vez, há alguns anos, estava sofrendo com hábitos destrutivos. Consumindo substâncias químicas em excesso. Tais como o álcool e assemelhados. Em uma noite, de sexta pra sábado, amanheci ‘peguei a viola, botei na sacola e fui viajar’- Ops; Desculpe - Quero dizer, amanheci, após uma noite conturbada e infernal.

Meio dia de sábado, precisava comer algo. Busquei, em toda a casa, os recursos disponíveis. Desde as moedas espalhadas nas gavetas, bolsos e cantos do cosmos (ou, digamos, do universo em que vivo), ao último resquício do saldo bancário das heranças e economias de décadas. Estava com fome. Fui até o mercado mais próximo, com as últimas verbas, comprar pão. Mas, no momento exato, hesitei, e algo sobrenatural, como uma obsessão compulsiva pelo vício, me sugeriu que comprasse tabaco.

Cheguei em casa, com os bolsos vazios. O saldo do banco contabilizava um centavo. Após a fumaça, refleti sobre o assunto. Passei o fim de semana comendo macarrão instantâneo e suco em pó. Naquele momento, resolvi que precisaria libertar-me do tabagismo. E que precisaria trabalhar as economias.

Daquele momento até então, venho respirando mais aliviado. Ar puro, movido pelo estudo, trabalho e esporte. Venho cultivando o hábito de utilizar moedas. Assim como cédulas e cartões de crédito. Mantendo sempre um lastro. Como viemos fazendo, com as riquezas das nações, durante séculos, em ouro.

Mas algo me preocupava. Tempos no futuro, lá estou, relembrando e reconstruindo a história. Então, em um dia qualquer, busquei na antiga coleção de dinheiro, que mantenho desde menino, o que venho guardando há bastante tempo.

Quando abri a caixa de sapatos, que chamo de ‘cofre do banco’(espaço onde guardo as moedas do mundo todo), lá onde vivo, em meu ambiente de trabalho e moradia, busquei algumas moedas, do dinheiro corrente. Então, reconstituindo a história, na qual relatei ter descido ao zero, naquela ocasião do passado, percebi que tais moedas mostram-me uma outra versão. De que elas estão comigo desde sempre.

Uma delas, guardo,  até hoje, como um amuleto da sorte. Pois é aquela moeda que vem mantendo e inspirando o guerreiro à luta (Luta, no sentido de correr pelos sonhos). Mesmo quando estive com os bolsos vazios. O principal, desta história é que aprendi a valorizar duas coisas importantíssimas. A primeira delas, a saúde. E, a segunda, os recursos financeiros.

Continuando o processo evolutivo, o tabagismo cedeu espaço ao ar puro e à prática esportiva. As festas noturnas, mais do que loucas, cederam espaço às noites bem dormidas, assim como, às manhãs de investimento nos estudos e trabalhos. Mostrando-me que tudo o que preciso está lá. Ao meu alcance. Basta buscar e fazer acontecer.

RETOMANDO A FILOSOFIA

Quando contei esta história a alguns amigos, contei-lhes com outras palavras. História que reescrevo aqui, para lembrar que o verbo é mágico. Pois faz com que as narrativas legítimas ganhem vida. Assim, vivemos em plena luta, pela realização dos sonhos. No mais é questão de continuar guardando os achados e salvando os encontrados. 

J.P.D.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Respeito



Conforme diz o provérbio: "O homem é o lobo do homem". Assim, o inimigo nos testa oferecendo-nos o que podemos chamar de "a corda para se enforcar". Refiro-me à violação dos mandamentos sagrados. Manter relações com as mulheres dos outros ou faltar com a fidelidade à própria esposa. Desejar o que é dos outros. Seja o que for. O que é o mesmo que desejar algo sem os outros. A violação destes mandamentos nos faz pensar, equivocadamente, que todos pudessem ter tal atitude em relação aos transgressores. Salvo quando estes recebem algum retorno de outra natureza. Precisamos lembrar que, como homens, somos, ao mesmo tempo, o próprio maior aliado e o próprio maior inimigo. Sejamos cautelosos nas decisões. A melhor alternativa ainda é "manter o respeito".

J.P.D.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Confissão


Certa vez, me perguntaram, em uma sessão espírita: "Que entidades trabalhas? Lhe vimos com tudo. E algo que só você tem" 

Lembrei-me que fui instruído, pelos mestres ancestrais, a guardar sigilo. Mas precisava confessar.

Então respondi-lhes: "PAZ DORNELLES, Juliano"

"Qual o segredo? Nos ensine!" - Perguntaram.

1- Nunca peça algo sem alguém (Pelo fazer ou pelo ter visto)
2- Nunca peça algo sobre alguém (Pelo fazer ou pelo ter visto)
3- Nunca peça algo de alguém (Pelo fazer ou pelo ter visto)
4- Nunca comercialize nada no plano espiritual (Ninguém ou coisa alguma)
5- Nunca despache nada no plano terreno (Ninguém ou coisa alguma)
6- Jamais tente sair, ou se retirar, pelo 'já ter feito' (Pelo mais ou pelo tudo)
7- Preserve estes mandamentos e vencerá

J.P.D.

OBS: Lembre-se: Algumas coisas são apenas imaginação. Imagine coisas boas aos semelhantes e serás merecedor de coisas boas.

O Novo Shamam ( Da Série: Contos de Paz )


O Pajé reuniu os índios pra conversar, em baixo de uma árvore, na beira de um rio corrente. Naquele momento, à luz do sol poente, fez-se, de um grupo de pedras roladas, as testemunhas daquela cerimônia. Em um ritual feito e desfeito.

Lembrou-se de um tempo, onde não haviam guerras. Quando os seres vivos, do reino animal e vegetal, comungavam com os espíritos do céu e da terra, em total harmonia. Em vez de disputas e adversidades, só existia comunhão, inclusão e alegria.

Os Curumins, recebendo instruções do Novo Shamam, entenderam como tem sido importante e necessário o resgate de tal tempo, ao mantermos os rituais até hoje. Incluindo, cada ser vivente, naquele que um dia fora negado, apedrejado, excluído e crucificado. Pelo simples fato de ter sido aceito, incluído e preservado, por aqueles que lhe conhecem há mais tempo e por aqueles que lhe prezam de verdade. Tornando-se assim, a pedra angular.

J.P.D.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Regras



Os valores éticos e morais são o que revelam, de fato, quem somos. Respeitar as regras sociais, e o espaço do semelhante, é uma forma de manter a integridade própria. É preciso entender que, para sermos merecedores de respeito, temos de respeitar os direitos sociais dos indivíduos. A sociedade tem regras próprias, da mesma forma que as religiões e outras instituições. Contudo, acima das leis dos homens, existem os mandamentos regidos por forças maiores. Sobretudo, é necessário tratar as pessoas como pessoas. Independente de as percebermos como elas mesmas se percebem, como os mais íntimos as conhecem ou como as imaginamos. A regra básica é fazer e desejar aos semelhantes aquilo que fazemos e desejamos a nós e aos nossos. Assim, haveremos de colher os melhores frutos possíveis. 

J.P.D. 

domingo, 3 de agosto de 2014

Caminhada


A caminhada é construída passo a passo. Saber onde estamos indo, é fundamental. Perseverar é determinante. Há um provérbio antigo que diz: 'Pra onde vamos, estamos lá'. Desta forma, o presente, o passado e o futuro se encontram no agora. Somos capazes de construir a realidade através da luta cotidiana. A realização de sonhos e a materialização de pensamentos é possível quando trilhamos o caminho escolhido. Entendendo que a única forma de descobrirmos se conseguiremos chegar a algum lugar é continuar caminhando. Assim, a cada passo consumado, nos colocamos a um passo a frente, na direção da meta. Assumindo o compromisso com a missão. 

J.P.D.

sábado, 2 de agosto de 2014

Cosmopensante



De todas as pesquisas que realizo, o objeto de estudo mais interessante sou eu mesmo. Através da convivência cotidiana, vinte quatro horas por dia, sete dias por semana, em função de mim, a cada dia me surpreendo com o que descubro sobre o próprio ser. Uma das particularidades que me fascinam é o que chamo de diálogo intrapessoal. O que é complexo e pode causar a loucura. Contudo, se torna uma ferramenta espetacular de desenvolvimento pessoal, quando utilizada de forma consciente e prudente.

Conversar consigo mesmo, em voz alta, pode parecer loucura aos olhos dos outros. Mas, pra mim, tem sido uma forma de orientar a mim mesmo durante o dia. A diferença básica entre um monólogo e um diálogo intrapessoal é que, no monólogo, é quando a pessoa fala sozinha, interpretando personagens. Enquanto,  em uma visão cosmopensante, o diálogo intrapessoal é composto pela conversação dos diferentes 'eus' que compõem o ser complexo.

É como se colocássemos pra conversar os diferentes 'eus' que vivem conosco, compondo o ser que somos. Fazer este exercício em voz alta, apesar de ser uma forma de loucura aparente, é uma forma de fazer ouvir os entes da consciência psicológica ou os seres espirituais, do céu e da terra. No espiritismo, chama-se de doutrina ou desobsessão. Porém, essa forma de diálogo direcionado ao caminho evolutivo só funciona se o próprio ser conquista o domínio sobre si mesmo.

Na psicologia ou no espiritismo, a conversação, imaginária ou real, entre os seres metafísicos, é um modo de pensar de formas diferentes sobre o mesmo assunto. Como se sentássemos na mesa do café, pra conversar, nós, os 'eus' que pensam de forma diferente.  O eu que é a favor de estudar após o almoço; O eu que acredita ser necessário malhar antes, pra estar mais tranquilo na hora do estudo; O eu que sente a necessidade de adiantar os trabalhos neste horário; O eu que lembra de ter de ir ao banco pra acertas as contas; etc.

A diferença do diálogo cosmopensante é que o indivíduo acredita e percebe a presença de vários 'eus' compondo o ser.  Ao invés de reduzir-se a um único eu. Apesar deste exercício poder ser feito em silêncio, dentro do pensamento, a vantagem de falar em voz alta, aos olhos do espiritismo, é uma forma de fazer com que os espíritos presentes possam ouvi e, quem sabe, também falar. Além de ser uma excelente forma de conhecer a si mesmo, é a forma ideal de reconciliar forças opostas e desenvolver uma espécie de comunhão total.

J.P.D.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Universos


Quando fala-se em universo, logo imaginamos o cosmos onde se localizam os astros. Onde vivem os globos lunares, planetares, solares e estrelares. Onde se encontram as galáxias. Onde a luz dança e brinca com a escuridão. Onde estamos agora. Porém, vivemos em uma realidade onde coexistem inúmeros outros universos. O universo da existência; O universo da percepção; O universo da sensibilidade; E tudo mais. O que quero aqui dizer, com estas palavras, parafraseando o senso comum com algo superficial, é algo bem mais complexo do que parece. Contudo, mais simples do que se pode imaginar. A capacidade de expansão da consciência espiritual da existência é proporcional à dimensão dos universos que somos capazes de sentir, comungar ou criar. Lembrando que assim, de acordo com o que acreditamos, criamos, sentimos e percebemos, nos tornamos quem realmente somos.

J.P.D.