terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Virtual é Real


O VIRTUAL É REAL - O CINEMA COMO ARTE, DOCUMENTO E IMAGINÁRIO

Autor: Juliano Dornelles (Mestrando em Comunicação e Pesquisador CNPQ)

Artigo publicado na Revista Temática de setembro de 2013

(Revista mensal vinculada ao Núcleo de Artes e Mídias - NAMID, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGC/UFPB)

RESUMO DO ARTIGO

O artigo em questão visa, a partir da bibliografia utilizada e de uma visão particular do autor, comungar os diferentes tópicos de abordagem acerca dos elementos cinematográficos numa concepção do cinema como arte, produto mercadológico, arquivo, memória, identidade e filosofia, mostrando que em meio a esta diversidade e multiplicidade de ideias e informações aparentemente independentes e desconectadas, há um sentido implícito quando tudo é uma coisa só. Quando reunimos as diferentes abordagens e ângulos de discussão sobre o tema percebemos que estamos falando do mesmo assunto. Em meio a esta a expansão e a convergência simultâneas percebemos que neste universo comungam o imaginário, a fantasia e a realidade.

Leia o Artigo na íntegra no site da Revista Temática
J.P.D.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Autores Virtuais


Com a popularização da internet e a massificação do acesso à rede, multiplicou o número de autores em todo o planeta. Escritores de todo o mundo encontraram nas plataformas virtuais um espaço pra que seus respectivos trabalhos fossem divulgados. Os diários pessoais saíram das gavetas e ganharam o ciberespaço em blogs, fotologs e vlogs. A partir desta transformação, no acesso à produção e distribuição de conteúdo, cada internauta tornou-se um produtor em potencial. O que indica um crescimento vertiginoso nos próximos anos. Crescimento este do qual fazemos parte, uma vez em que estamos presentes de forma ativa em cada postagem e compartilhamento. Temos certeza de que esta é apenas a primeira grande mudança na produção em massa. É natural que novas mudanças venham logo mais. 

J.P.D.

domingo, 22 de setembro de 2013

Cidadão Exemplar


Conforme alguns filósofos, a linguagem define e delimita o mundo de civilizações e indivíduos. O mundo das sociedades, e pessoas, é tão amplo quanto o respectivo vocabulário. Da mesma forma, se expande o domínio sobre o mundo de acordo com as informações, habilidades, conhecimentos, vivência e experiência.

Quanto mais sabemos e conhecemos, maior é nossa capacidade de influenciar o mundo que nos rodeia. Neste contexto, se torna vital a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades para que sejamos capazes de produzir com eficiência e competência.

No mundo capitalista também somos avaliados por nossa capacidade de produção. Quanto maior a produtividades, maior o valor de nossos serviços no mercado. E quando tempo é dinheiro, ganhar bem por hora pode ser decisivo na captação de recursos e acúmulo de capital.

De algum modo, somos avaliados por outras competências. Como, por exemplo, o quão somos civilizados e sociáveis dentro de um contexto em que pesam a ética e a moral. Agir dentro da lei é sinônimo de honestidade. E honestidade têm alto valor no mercado.

Estes são apenas alguns aspectos dentre os quais definem um individuo como cidadão exemplar. Neste sentido, é sábio que nos adaptemos, moldemos e recriemos de acordo com o que espera a sociedade. Para que, a partir de nossas competências, postura e credibilidade, cada um possa ser reconhecido como cidadão e profissional digno de confiança, apoio e investimento.

J.P.D.

sábado, 21 de setembro de 2013

Mídias Sociais


À medida que utilizamos as mídias sociais descobrimos novas formas de interagir e potencializar a comunicação virtual, a construção colaborativa de conteúdo e, sobretudo, da inteligência coletiva. Mesmo sabendo que grande parte dos internautas utilizam as mídias sociais com fins de lazer e socialização, o número de internautas que utilizam as redes com fins profissionais e acadêmicos vem crescendo vertiginosamente. Neste contexto, cabe a nós refletir se estamos utilizando as plataformas de interação social da melhor forma possível. E como é preciso proceder se quisermos mensurar os resultados obtidos a partir desta interação. No mais, é questão de manter-mo-nos conectados. 

J.P.D.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Reflexão na caminhada


Vinte de setembro de 2013. Chove em Porto Alegre. Uma sexta-feira como todas as outras pra grande maioria dos brasileiros. Pra mim, um dia ímpar de reflexão e revisão de conceitos e planejamentos. Nos anos mais recentes venho aproveitando a data de meu aniversário pra organizar os planos, lembrar o que me trouxe até aqui e responder com clareza (pra mim mesmo) pra onde estou indo e onde quero chegar.

Certamente me sinto mais maduro. Não pelos anos que passam. Mas pela vivência. Em outro contexto estaria comemorando a mesma data de forma distinta. No lugar da reflexão, da leitura matutina, do almoço em família, da sessão cinema, do passeio ao shopping, da leitura noturna, da interação virtual e, finalmente, da escrita deste texto, poderia estar me entorpecendo de álcool, consumindo alguma substância química pra ficar alerta, ou fumando alguma erva alucinógena na tentativa de me socializar ao grupo dos loucos filósofos de botequim.

Indiscutivelmente, hoje me sinto muito melhor do que em outros tempos. Apesar de gostar de uma boa festa. E, em boa companhia, curtir um pub ao som da boa música sempre que posso. Confesso ter uma paixão pela maturidade. Pela sobriedade. Pelo controle e domínio sobre os prazeres do mundo. É certo que cultivo muitos prazeres mundanos. Entre tantos posso citar o gosto pela ostentação (na esfera do acessível), o sexo construtivo e a boa comida.

Contudo, confesso que os interesses mudam com o tempo. No lugar dos maços de cigarro, das garrafas de tequila e do cigarrilho proibido, curto melhores momentos lendo bons livros, assistindo bons filmes e economizando aquele trocado possivelmente útil a algum investimento futuro. Da mesma forma, as companhias também mudam. É natural que busquemos fortalecer laços de amizade com pessoas de mesmo interesse, onde existam afinidades a serem trabalhadas na direção do bem comum.

Entre estas e outras considerações, as vozes do passado se degladiam com as vozes do presente que, por sua vez, insistem em olhar pro futuro. Nesta reflexão monológica percebo que algumas coisas precisam ser deixadas pra trás, enquanto outras precisamos levar adiante. A solidificação das escolhas e a continuação da luta por nossos objetivos coroam um momento de duplo contexto. De um lado, um ciclo se encerra; De outro, uma longa caminhada se inicia.

J.P.D.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Interativos


A internet vem revolucionando a forma como nos relacionamos e interagimos. A rede possibilita a inclusão da massa como emissores de mensagens personalizadas em um processo comunicacional de muitos pra muitos. A produção colaborativa, assim como a construção do conhecimento coletivo, hoje faz parte de nossa realidade. E mais recentemente a onipresença da conexão midiática, representada pela mobilidade e ubiquidade, emergem como ferramentas essenciais ao exercício da democracia.

Neste contexto, nós prossumidores, temos o compromisso de participar de forma ativa na construção de uma nova sociedade. Mais participativa, interativa e conectada. Esta nova realidade depende de nossa presença massiva nas decisões políticas as quais influenciam, de algum modo, nosso dia-a-dia.

Vigilantes, conectados e interativos, poderemos defender de maneira efetiva nossas posições, ideias e ideologias, construindo assim um mundo mais humano, justo e melhor de viver. Sejamos, desde já, o exemplo encarnado do que esperamos das lideranças e do próximo. Ativamente, no caminho certo, hemos de concretizar e materializar nossos sonhos de crescimento, evolução e progresso.

J.P.D.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Entes, Mundo e Universo


Segundo os gregos, o mundo (phisis) é a composição de todos os entes (entidades) que coexistem em um mesmo espaço. Estes entes, por sua vez, são definidos pelas palavras (logos). São as palavras que definem identitariamente os entes. Neste contexto, os entes são tudo aquilo, todos aqueles, sobre o quais podemos falar (em definição). Assim sendo, o homem foi definido como ente por muitos filósofos durante séculos. Contudo, defendo a ideia do homem complexo, concebido como mundo. Ou, até mesmo, universo.

Sendo o homem dotado de subjetividade, ou subjetividades (a medida em que varia a forma de pensar, sentir e ver o cosmos), pode ele também ser compreendido como mundo. Por sua vez composto por um conjunto de entes próprios.

Esta visão plural sobre um ser singular revela certa característica de multiplicidade identitária. Uma vez que o homem pode ser visto como um mundo composto pelos próprios, e exclusivos, entes. Assim sendo, o homem deixa de ser resumido a mero ente, e passa a ser compreendido como mundo. 

O mesmo homem, quando composto pela união de dois ou mais mundos, ou digamos, conjuntos de entes distintos e independentes entre si, passa ser compreendido como universo. de pluralidade múltipla e infinita, uma vez dotado de capacidade de criação dos próprios entes. 

De algum modo, podemos dizer que nós, enquanto homens, podemos ser definidos de três formas. Como entes (aquilo que é uma coisa só), mundo (conjunto de entes próprios) e universo (composição de dois ou mais mundos de vida própria, ou conjunto de entes independentes, em um único ser).

O ser deixa de ser formatado como um único ente quando é capaz de configurar-se de formas distintas. Como por exemplo, assumir-se de forma intercalada, como si mesmo (ente particular), como seu contrário (o oposto da subjetividade identitária) e como seu igual (uma cópia de si mesmo). Com esta tríplice temos um conjunto simples de entes independentes em comunhão. Ou seja, um mundo.

Contudo, a partir da conjunção de mundos independentes (com vida própria plural múltipla em isolamento) em comunhão, podemos compreender o indivíduo como universo. Uma vez em que um mundo (conjunto de entes) existe sem o outro (abaixo, a frente, acima, ou de qualquer outra forma independente) e mesmo assim coexistem no mesmo ser. De toda forma, ainda sabemos pouco sobre o homem, seja como ente, mundo ou universo. O certo é que ainda temos muito a descobrir, compreender e incorporar.

J.P.D.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Na Luz do Real


Na Grécia antiga, antes de Cristo, os filósofos gregos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, discutiam questões filosóficas sobre o ser e estar no mundo. Muitos estudos foram registrados, sobreviveram a idade média, e integram até hoje as principais linhas de pesquisa das ciências sociais humanas. Um exemplo famoso é a alegoria do 'Mito da caverna', retratado no livro 'A república' de Platão. Um retrato da realidade, que apesar de milenar, continua atual.

O Mito da caverna conta a estória de homens que viviam enclausurados na escuridão e tudo o que conheciam se resumia às sombras do mundo exterior refletido nas paredes da caverna que abitavam. Um deles resolveu conhecer o mundo externo. Se deslumbrou com o mundo real. Com os olhos ofuscados pela luz, precisou se adaptar ao novo ambiente. Então, resolveu retornar e contar tudo o que viu aos demais; Que, ainda presos na escuridão, não conseguiam entender a realidade explanada.

O mito da caverna retrata a saída do homem da ignorância e consequente ingresso no mundo do conhecimento. Revela o fascínio com o novo saber. O período de adaptação à nova realidade. A vontade de trazer, à luz do conhecimento, os outros de sua espécie.

O preocupante é que ainda vivemos na era das cavernas, fascinados pelo mundo das imagens. Não mais de sombras refletidas em paredes. Mas sim, no mundo das telas. Da televisão, da internet, dos videogames e smartphones. Em um tempo em que homem virtualiza cada vez mais suas relações. E as imagens virtuais ganham importância frente ao mundo real.

Neste contexto, precisamos reinventar a libertação das sombras. Reaprender a interação face-a-face com as pessoas e com o ecossistema. Sem abster-se, é claro, da tecnologia. Mas recriando a forma como a utilizamos. Livres e libertos da dependência midiática. Com os pés no chão. E iluminados pela luz da realidade e do conhecimento verdadeiro.

J.P.D.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Acampamento Farroupilha


Curta o vídeo do Acampamento Farroupilha, que ocorre no Parque Harmonia, em Porto Alegre, entre os dias sete e vinte e dois de setembro de 2013. 

J.P.D.

domingo, 15 de setembro de 2013

Convergência


Conforme os principais dicionários, a palavra convergência implica a noção de pontos que se movem em linha reta na direção de um centro em comum. A convergência é um fenômeno considerado novo por alguns autores. Principalmente dentro do contexto tecnológico. Contudo, este fenômeno acompanha o homem desde os primórdios.

A convergência tecnológica nos sugere a integração entre dispositivos e formatos de mídia. Como exemplo, podemos citar a integração de tecnologias como telefone, rádio, tv, internet, câmera de vídeo, gravador de áudio, editor de textos, games, pen drive, gps, entre outras funções, que compõem os Smatphones.

Também podemos citar, como exemplo do fenômeno da convergência, a integração entre as diferentes formas narrativas e compartilhamento de conhecimento, cultura, arte e informação. Livros que se tornam filmes, games, grifes e infinitos outros produtos. 

De algum modo, o que precisa ser observado é que a convergência é um fenômeno existente desde sempre. A fundamentação desta colocação parte do simples fato de que, desde os primórdios, o homem busca a integração das técnicas, das tecnologias e dos saberes. Os próprios filósofos gregos abordavam e tentavam integrar temas que hoje podemos entender como pertencentes à antropologia, biologia, política e espiritualidade.

A construção civil é um exemplo farto. Durante os séculos, veio integrando o uso das as rochas, com a marcenaria, a cerâmica e os metais. Como exemplo mais recente, muito antes dos smartphones, podemos citar o canivete suiço; os aparelhos três em um (que integravam  players de vinil, rádio e fita k7); Ou, até mesmo, o lápis borracha, o fuzil integrado à baioneta e as lanças neandertais (feitas de madeira com uma pedra polida acoplada à ponta).

O fato é que, independente do caráter de novidade, a convergência é cada vez mais presente. Na multidisciplinaridade dos estudos científicos e na integração tecnológica. E, a partir do seu entendimento e domínio, vem influenciando de forma mais intensa a evolução da sociedade na nova era. Seja pelo bem ou pelo mal. O fato é que o mesmo universo que se expande, converge e se comprime na própria orgiem.

J.P.D.

sábado, 14 de setembro de 2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Hackerativismo


A maioria das pessoas, quando ouve a palavra hacker, lembra dos internautas que, através de ações maliciosas, invadem sistemas, roubam informações e sabotam outros internautas. O fato é que, com o advento das mídias sociais e dos movimentos sociais em plataformas virtuais, surge o que chamamos de hackerativismo. O novo haker agora atua como um ativista nas redes sociais virtuais.

Com a implosão dos protestos e manifestações no Brasil e no mundo, percebemos o crescimento da participação de movimentos sociais, e ativistas individuais, nas plataformas de mídias sociais. O movimento Anonymous é um dos principais exemplos emergentes neste novo panorama. Mostrando que a internet possibilita a participação da massa, uma vez em que dá voz aos excluídos e marginalizados. Apesar de ainda carecermos de inclusão digital de massa. 

O lance mais legal de tudo isso é que, com o hackerativismo, estamos reinventando o movimento hacker na internet. O hacker do bem, em vez de invadir e danificar sistemas, agora age como um influenciador na construção de uma nova realidade. Digamos que é muito mais racional e construtivo do que a antiga e ultrapassada forma hacker de ser. Neste contexto, meu convite é para que participemos da construção desta nova sociedade como hackerativistas. Ou digamos, ativistas das redes sociais esfera virtual. Isto será importante e decisivo na construção da nova sociedade.

J.P.D.