quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Formas de Desenvolvimento


Seguidamente abordo, como tema de meus textos, o desenvolvimento  Assim como a resiliência e a superação de obstáculos. O fato de tocar nestes assuntos deve-se à escolha de vida que venho fazendo nestes anos mais recentes. Independentes de quais sejam os resultados já obtidos, é certo que ainda estou muito longe do que busco como desenvolvimento. Contudo, sei o que busco e pra onde estou indo. E este é o início. Mas de que desenvolvimento estamos falando?

Toda forma de desenvolvimento é bem vinda e aceitável. Seja o desenvolvimento físico ou psicológico; Emocional ou intelectual; Pessoal ou profissional; Espiritual ou material, Entre outros mais. O certo é que, devido ao processo evolutivo, todos alcançamos algum tipo de desenvolvimento. Ou, um conjunto deles.

Neste sentido entram os esforços que cada um faz na direção da evolução. Nos tornarmos pessoas melhores, em algo ou alguma coisa, é dever neste plano. Neste sentido, a partir da aprendizagem empírica é possível mensurar resultados positivos. O desenvolvimento requer tempo e dedicação. Sendo inevitável e certeiro a quem o busca com empenho.

J.P.D.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Leilão do pré-sal


Com o leilão dos Campos de Libra do pré-sal, surgem inúmeras questões a serem debatidas. A primeira delas é a do valor a ser recebido pelo Brasil. Alguns jornais ao redor do mundo traduzem a negociação como uma real 'cagada' do Brasil. Ou como diz uma revista alemã: 'Um tesouro por uma pechincha'.

Levando em consideração o fato de que esta negociação é irreversível. E que não há protesto ou manifestação capaz de mudar isso. Precisamos focar nas consequências diretas e indiretas ao país. Em meio a toda esta ansiedade, surge uma segunda questão, de extrema importância. A questão do investimento dos ganhos e da transparência dos gastos públicos.

Na noite de ontem (segunda-feira 21/10), durante a novela das 21h, a presidente Dilma fez um comunicado na televisão aberta. Colocando as intenções de investimento do capital trilhonário a entrar no Brasil. Investimentos estes que, segundo a presidente, priorizarão a educação e a saúde em primeiro e segundo planos respectivamente.

Se levarmos em consideração que o Brasil é um país onde há altos índices de corrupção e desvio de verba pública, surge o risco do mau uso do capital entrante com a negociação da  extração de óleo nesta região do pré-sal. Neste mesmo contexto surge a necessidade de vigilância do emprego e destino da verba pública.

Neste sentido, cabe a nós, brasileiros, cobrar do governo maiores possibilidades de acompanhamento do uso dos recursos financeiros do Brasil. Divulgando os mecanismos de transparência já existentes e configurando novos mecanismos. E, sobretudo, acompanhando os investimentos reais do  governo nas áreas de destino.

J.P.D.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Sábio Reconhecimento


Por mais corretos e honestos que somos, todos um dia cometemos erros e enganos. A verdadeira maturidade existe quando assumimos nossas posições, reconhecemos as atitudes equivocadas ou precipitadas, e agimos no sentido da construção. 

Errar é uma grande oportunidade de crescer. Mas isto só ocorre quando assumimos e reparamos o erro. Contudo me restrinjo aos erros do impulso. Pois quando podemos pensar duas vezes, é mais sábio evitar decisões precipitadas.


Evitando os erros quando conscientes de nossas decisões. Reconhecendo e reparando quando agimos de forma impulsiva. Ganhamos a grande chance de acertar e evoluir.

J.P.D.

Espaço de Diálogo


A web nos proporciona a oportunidade de falar o que pensamos, quando queremos, sem sermos interrompidos. Possibilitando o surgimento de um espaço de discussão pacífica e cordial. Mesmo através das mais enérgicas e exaltadas participações. Seja nos blogs, vlogs ou plataformas de mídias sociais. Aproveitando este espaço, emerge a participação dos internautas como formadores de opinião e influenciadores ideológicos. Neste sentido é interessante que possamos participar deste movimento de forma ativa. 

J.P.D.

domingo, 20 de outubro de 2013

A evolução dos debates


Segundo o Wikipedia o 'debate é uma discussão entre duas ou mais pessoas que queiram apenas colocar suas ideias em questão ou discordar das demais, sempre tentando prevalecer a sua própria opinião ou sendo convencido pelas opiniões opostas'. Os debates ocorrem cotidianamente nas negociações comerciais, nas discussões políticas, no intercâmbio intelectual, nas relações interpessoais e em quase todo tipo de interação. Percebemos evolução restrita nas formas de debater ao mesmo tempo em que iniciativas são feitas na tentativa de aprimorar a técnica.

Debater em muitos casos significa impor-se. Seja pela persuasão fundamentada, pela manipulação maniqueísta ou pelo grito propriamente dito. Nos debates políticos constatamos atitudes enérgicas na defesa dos respectivos pontos de vista. A provocação nos questionamentos e respostas muitas vezes acarreta atitudes explosivas. Seja nos ataques ideológicos, nas defesas pessoais ou nos contra-ataques à integridade.

Em vista a estes e outros elementos que tornam o debate (nestes moldes) uma forma irracional de discutir, precisamos repensar e reinventar a interação dialógica. Ouvir, levantar o dedo e esperar a vez de falar sempre foi, e continuará sendo, o modo mais civilizado de dialogar em grupo.

Nos debates televisivos notamos esforços de alguns canais de televisão em viabilizar este tipo de discussão. Sem interrupções enquanto cada orador defende a respectiva ideia. Com tempo pra expor ideias, direito à réplica e tréplica.

Neste sentido será interessante avançarmos nesta direção. Seja nas discussões cotianas ou nos debates intelectuais. Os órgãos, instituições e sociedades que aderirem a este modelo certamente estarão à frente daqueles que insistem na forma arcaica de debater.

J.P.D.

sábado, 19 de outubro de 2013

Com todo o gás


Aproveitei o início da noite pra fazer uma caminhada pelos principais bairros boêmios de Porto Alegre. Ou, digamos, os quais ficam perto de onde moro. Me refiro ao Centro Histórico, Bom fim e Cidade Baixa. Reparei que a grande maioria dos frequentadores da noite são jovens de dezoito a trinta e cinco anos. Salvo alguns menores de idade e quarentões que não conseguem, ou não desejam, se libertar da vida boêmia dos bares e pubs. 

De um lado isto remete à diversão, descontração, socialização e recriação. De outro, mostra que uma boa parte dos jovens e adultos extrapola nas noites de fim de semana; E evidentemente utilizam o domingo de manhã pra dormir. Ou seja, preferem exaurir as energias dançando ou bebendo por aí. Pois isto certamente lhes conforta e alegra. 

Os jovens brasileiros começam a beber cada vez mais cedo. Isto é notável e fácil de perceber em uma caminhada rápida por entre os bairros boêmios. Além do álcool, pude perceber cenas de uso explícito de drogas na rua. Drogas como crack, cocaína e maconha são consumidos ao céu aberto nas travessas destes bairros.

Contudo, sabemos que nem todos os quais saem à noite, saem pra se entorpecer. Como exemplo posso citar minha experiência. Ao cruzar estes três bairros, em quase duas horas de caminhada, consumi apenas um cachorro quente e um refrigerante. O que prova que é possível sair cedo e retornar cedo; Com dinheiro no bolso, sóbrio e de cara limpa.

Em meio a estas atitudes, constantemente recebo críticas daqueles que estão aí pra curtir o momento. Estou acostumado a ser chamado de careta pelos loucos da noite. Contudo, como dizem alguns loucos veteranos regenerados: 'Estou em outra vibe'. De algum modo, recebo o apoio e incentivo daqueles que pensam como penso.

Sei que este assunto é polêmico e não cabe aqui me estender muito. Em resumo, posso dizer que em um certo momento da jornada, boa parte dos homens opta por valorizar os momentos de integridade e libertação frente aos prazeres nada construtivos. Valorizando empreitadas mais construtivas, saudáveis e conscientes. Apesar deste ser um ponto de vista pessoal, é uma visão de alguém que já pensou diferente em outros momentos.

O certo é que a evolução tem que ocorrer. Independente de como cada um vê o que chamo de processo evolutivo. Cada um tem o seu respectivo tempo. É natural que a maturidade traga a mudança de comportamento e,consequentemente, transformação da realidade. No mais, desejo uma ótima noite de sono e bons sonhos aos quais optaram por preservar-se no conforto do lar pra iniciar o domingo com todo o gás.

J.P.D.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A louça me espera

Qualquer relação da imagem com a pauta pode ser mero ilusionismo
Estava conversando com uma amiga virtual pouco antes das dezenove horas. Combinávamos uma possível saída noturna, na qual nos conheceríamos pessoalmente após alguns dias de interação mediada pelo Facebook e celular. O plano inicial era conversarmos antes da saída, as vinte uma e trina, aqui mesmo na rede. Contudo, uma obsessão pelos compromissos pessoais me fez mudar de planos.

As dezenove horas me toquei que, apesar de ter trabalhado o dia todo nos estudos e tarefas cotidianas, ainda teria que limpar e arrumar a casa, lavar roupas, fazer academia, fazer compras no super, tomar banho e escrever o texto do dia. É certo que poderia deixar tudo de lado, escolher uma ou outra atividade e neste momento (vinte e uma horas e trinta minutos) estar me preparando pra sair. Mas em meu mundo há algo importante que chamo de prioridades.

Passei pela sexta-feira em plena e total correria. Por volta das nove da manhã, olhava meus emails enquanto tomava café. Das dez ao meio dia trabalhei na leitura de uns textos pra aula de terça da semana que vem. Ao meio dia fiz uma pausa pra fazer o almoço, almoçar e ver o telejornal. As quatorze horas sai pra fazer algumas coisas na rua. Fui aos bancos sacar, fazer depósitos e retirar extratos. Depois passei mais de hora no SUS definindo a retirada de uns medicamentos. Então fui até a rodoviária em uma caminhada rápida, comprar passagem pra viagem do fim de semana. Retornei até o apartamento em que moro em mais uma caminhada de cinquenta minutos. Foram mais de duas horas de caminhada, se somar os minutos fragmentados no total da soma dos percursos isolados. 

Cheguei em casa as dezessete horas. Iniciei a digitação de um artigo das cinco até as dezoito e trinta. Então fiz um chimarrão. Interagi nas redes enquanto clicava novas imagens com o Instagram. Foi então que combinei a possível saída com a amiga virtual. Após a rápida conversa pelo face, fui malhar. Cheguei na academia em alta adrenalina. Foram sete aparelhos, com quatro séries de dez movimentos cada, após um aquecimento de cinco minutos na esteira em pouco mais de trinta minutos. Saí sorridente e brinquei com o instrutor: 'Antes demorava mais de uma hora pra fazer o mesmo treino'.

Resolvi ir no supermercado. Recebi então o torpedo de minha amiga virtual. Mudança de planos de ambos os lados. Ela estava com sono, desejava dormir e perguntava sobre a possibilidade de sair após a meia noite. Enquanto o blogueiro (este que aqui vos fala) ainda precisava fazer compras, limpar a casa, lavar roupas e decidir sobre o que escreveria no texto do dia. Pensei bem e lembrei da necessidade de acordar cedo no sábado pra viajar. Desmarcamos a saída. Fiz o super e vim pra casa.

Enquanto colocava as roupas na máquina e lavava a louça que estava sobre a pia pensei sobre este texto. Contudo, diferente de como está escrito agora. Não imaginava uma narrativa virtual onde sou o autor, narrador e protagonista na pessoa do blogueiro. Lembrei que alguns leitores preferem meus textos quando abuso das citações e referências acadêmicas; Utilizo termos científicos; E abordo assuntos estudados na pós-graduação. Contudo, também lembrei que há uma parcela da população que prefere a linguagem  informal. 

Se, de um lado, há um público intelectualizado que prefere os termos técnicos e o vocabulário científico; Ouve música clássica e vai a teatro. De outro lado há a grande massa; Que gosta de funk, padode e hip hop; Prefere textos mais informais; Utiliza um vocabulário mais usual, com abuso de gírias e termos cotidianos. Sim, a pirigueiti, a thutchuca e as cachorras entraram no vocabulário da massa. E se bobear, segura o tchan pois com o tigrão há uma grande chance de rolar o créu.

Bom, enquanto lavava os primeiros copos da pia e clocava sabão em pó na máquina de lavar roupas, lembrei que na época do pré-vestibular nos ensinaram que uma redação deveria ter introdução, um parágrafo com pontos positivos sobre o tema, outro com pontos negativos e a conclusão. Ao contrário de tudo isto, percebe-se aqui que contornei e fugi do tema várias vezes. Isto seria algo fora da técnica sob os olhos do conservadorismo. Mas, sob o meu ponto de vista (indiscutível por ser pessoal) é a própria técnica.

Mas o que tem a ver o milho com a ervilha, a não ser o fato de ser uma boa combinação ao xis da noite? Sim tudo isto parece confuso. Mas a verdade é que não sabia sobre o que escrever. Como na grande maioria das noites. Se de um lado, o tempo corrido nos traz ao desenvolvimento de pautas repetitivas, de outro, o improviso nos mostra que falar muito e dizer nada quase sempre são a mesma coisa. Além de ser também a saída mais tranquila.

Resumindo, em um parágrafo final nada conclusivo, ainda tenho que limpar a casa. O dia de estudos valeu a pena como de costume. O treino precisa ser mais intenso. A agenda, mais planejada. Meus tempos de boemia inquestionável ficaram nos trinta. Hoje as prioridades são outras. Mas como ainda abro uma exceção em casos raros; Sair a noite ainda pode ser uma opção, desde que rápido; Cedo, com a casa limpa e banho tomado. No mais, o texto do dia está escrito. Vamos à luta. E vamos que vamos ao que realmente interessa. A louça me espera.

J.P.D.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Comunicação Virtual


O contexto da interação midiática nos dias atuais comunga distintos elementos. Podemos destacar a interação mediada, a conexão ubíqua, a construção colaborativa de conteúdo e o desenvolvimento da inteligência coletiva compartilhada e construída em rede. Contudo há outros fatores os quais também merecem nossa atenção.

Emergem inúmeras utopias a respeito do ciberespaço. Alguns pesquisadores pintam a rede como um espaço onde todos podem falar o que querem, como querem e quando desejam. As regras são mínimas. E o direito de resposta é garantido. Contudo, todos estão de olho em tudo. O Céu e a Terra comungam na rede. Estamos sendo vigiados a todo momento.

A partir da visibilidade e do cooperativismo percebemos ações locais e globais nas mídias sociais. A grande massa reunida em torno de afinidades e objetivos comuns. Uma oportunidade que vem na hora certa pra possibilitar a abertura de diálogos onde todos possamos ter o mesmo direito pra expor e debater nossas respectivas ideias, considerações e opiniões, dentro de um contexto global de interação e comunicação.

J.P.D.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Direito de Resposta


A internet trouxe ao modelo comunicacional um poder infinito de resposta. Se antes os ouvintes, telespectadores e leitores, recebiam de forma passiva (sem direito à resposta ou defesa) as mensagens veiculadas no rádio, na televisão e nos impressos, agora temos a possibilidade de interagir, perguntar, responder e comentar conteúdos textuais e audiovisuais. Este é apenas o início de uma revolução sem precedentes capaz de mudar tudo o que conhecíamos até então sobre construção de conteúdo. Neste sentido, sejamos participativos, ativos e interativos no processo da interação, compartilhamento de informação e construção do saber. Conscientes de nosso poder neste processo evolutivo já iniciado.

J.P.D.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Mestre


Nas entrevistas da seleção ao mestrado, em meio às perguntas sobre projeto de pesquisa, necessidade de auxilio ao pesquisador bolsista e interesses acadêmicos na área, os mestres e doutores entrevistadores me fizeram a seguinte pergunta: 'Por que queres ser mestre ?'

Acredito hoje, dia dos professores, ser o dia apropriado pra configurar uma resposta mais clara e evidente. É certo que um dos principais motivos que me impulsionam ao estudo e me motivam a ingressar no mundo acadêmico como mestre, é o fato de ter tido ótimos professores durante o ensino médio, fundamental e, sobretudo, na faculdade e pós-graduação. Além do fato de ser filho de mãe professora e orientadora educacional.

A paixão pela aprendizagem e o interesse no conhecimento movimentam minhas ações de estudo. Acredito ser a educação a principal responsável pela formação cultural de um povo. A construção política e social depende, em boa parte, da educação capaz de transformar indivíduos em cidadãos.

Um homem com conhecimento e cultura tem maiores chances de concretizar sonhos e alcançar objetivos. Independente de qual seja o foco profissional. E são os mestres os responsáveis, em parte, por despertar o interesse dos alunos pelo conhecimento. Quando temos bons mestres se torna mais gostoso e interessante estudar e aprender.

A aprendizagem é contínua e se perpetua por toda a vida. Em alguns é mais intensa e espontânea. Em outros é gradual e constante. De toda forma, aprendemos no dia a dia. Pelas experiências de vida e pelo estudo. E é na atividade de estudo que entram os mestres como facilitadores da aprendizagem.

Cada aluno tem uma forma diferenciada de captar o conhecimento com maior facilidade. Uns preferem aulas expositivas (audiovisuais ou orais). Há os quais preferem o experimento (por a mão na massa). Alguns se apegam a leitura e a pesquisa bibliográfica. Enquanto outros mantém as antenas ligadas por onde andam (aprendendo na observação participante). 

O fato é que alunos e professores foram feitos uns aos outros. Só há alunos se existirem professores. E vice versa. O ensino, o estudo e a aprendizagem juntos, são causa e consequência de uma relação de construção do saber. Ambos, alunos e professores, aprendem mutuamente. Contribuindo assim  na construção do conhecimento e na transformação social da realidade. Hoje, quem ensina, quem estuda e quem aprende, estão de parabéns. E é por estes e outros motivos que venho investindo na educação pra me tornar mestre.

J.P.D.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013