quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010


Chegamos ao fim de mais um ano. Um ciclo de 365 dias. Uma volta completa da Terra e a Lua ao redor do Sol. E neste momento é bom fazermos uma retrospectiva rápida sobre o ano que passou, para termos maior êxito nos planejamentos em relação ao ano que está por vir. Vamos lá então.
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Na política poucas surpresas. Ciro Gomes retira sua candidatura. Serra fica em segundo mais uma vez. Então temos a primeira presidenta do Brasil. Dilma Rousef. Tarso é governador dos gaúchos. Maluf se elege deputado federal por São Paulo. Tem seu mandato em risco, mas consegue uma liminar. Tiririca, semianalfabeto, chega à câmara dizendo que não sabe o que vai fazer. E isto não é nada.
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Segue a novela do pré-sal e os royalties dos estados. Lula ainda não definiu quais modelos de aviões vai comprar. Deixa a decisão para o próximo governo. Mas tudo indica que serão os caças franceses, apesar de perderem a disputa racional da vantagem competitiva. O Real segue supervalorizado frente ao dólar. Uma grande dor de cabeça para os exportadores brasileiros. Mas no fim do ano o dólar reage levemente.
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As favelas do Rio de Janeiro cada vez mais se aproximam do Haiti. Os esgotos agora são como labirintos para a fuga dos bandidos. Carros continuam sendo roubados e levados para o Paraguai, onde circulam com placas brasileiras. Sem problema algum. Enquanto isso toneladas de drogas esperam mais de 10 anos, em depósitos paulistas, para serem queimadas.
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No esporte nenhum surpresa. O Brasil é eliminado da copa do mundo nas quartas de final. A Espanha ganha o seu primeiro título mundial. Grêmio é campeão Gaúcho e o Inter, da América. Fluminense, do Brasileiro. E Santos, da Copa do Brasil. A natação e o Vôlei brasileiro salvam nosso ano em competições de nível internacional.
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No mais continua faltando emprego para todos e mão de obra especializada. Assim como vagas na universidades. E políticos honestos. Mas ainda resta o sonho de um ano novo melhor do que o que passou. Como sempre, o otimismo chega com tudo nesta época. Só resta acreditar.
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Juliano Dornelles

domingo, 5 de dezembro de 2010

Super curta - Amigo Imaginário

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Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça. Um cinegrafista amador. Roteiro escrito. 15 minutos de filmagem. Mais 15 de edição. E está aí. Um super curta de produção independente. Na verdade uma brincadeira de fim de semana.
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Os atores principais sou eu contracenando comigo mesmo. Nem tudo é vaidade como um dia disse Salomão. A verdade é que a verba é curta. E o que vale é a intenção. Confira.

J.P.D.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Além do documento único


O Governo brasileiro está desenvolvendo um documento único. Levando em consideração os múltiplos documentos existentes. A burocracia na hora de fazê-los. E a constante falsificação destes. Está sendo desenvolvida uma nova carteira de identificação para acabar com todos estes problemas. Contudo a evolução não para por aí. Ainda é preciso fazer muito mais.
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É comum carregarmos na carteira o CPF, Carteira de Identidade, Título eleitoral, Carteira de habilitação, Carteira de reservista e outros documentos. Sem contar com aqueles que comumente deixamos em casa, como por exemplo, a carteira de trabalho e o passaporte. Neste sentido o documento único irá facilitar nossa vida para reduzir a burocracia e a perda de tempo. Contudo alguns problemas ainda seguirão.
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Mesmo com um documento único, ainda sofreremos da necessidade de carregar uma carteira plástica para sermos identificados em todos os lugares quando necessário. Contudo, em algumas ocasiões, este recurso ainda não atende a demanda das necessidades reais. Imagine a situação em que esquecemos tal documento. Ou até mesmo quando este for falsificado. Roubado, ou extraviado. Para solucionar esta questão precisamos de uma nova alternativa, que vai além do documento único.
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O que quero dizer é que em tempos de tecnologias digitais e da rede planetária de computadores chamada internet, temos condições de desenvolver um documento virtual digitalizado. Ou seja, ao invés de carregarmos um cartão plástico podemos pensar em outras soluções. Uma delas seria que todos os lugares tivessem leitores ópticos de impressão digital. Outra solução seria implantar um chip na pele de cada cidadão, que poderia, além de ter a função de identificação, ter a função de mapeamento de localização por gps. A outra solução seria a tatuagem de um código de barras com o número do CPF.
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As possibilidades são muitas. Qualquer um destes mecanismos de acesso levaria a conexão do indivíduo a uma plataforma digital de identificação. Uma espécie de rede social. Com todos os dados necessários. Muito mais completo que todos os documentos conhecidos até então juntos. Com foto atualizada. Endereço atualizado. Telefones, contatos e outras informações necessárias. A partir desta ideia deve ser desenvolvido um projeto para que todas as necessidades sejam atendidas. E isto é possível, necessário e viável. O tempo está passando e não podemos perder o trem da evolução tecnológica.
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Juliano Dornelles

sábado, 13 de novembro de 2010

O perigo da Automedicação



Muitas pessoas já recorreram a automedicação. Quando sentiram dor de cabeça, foram à farmácia, compraram e tomaram um analgésico. Ou se contundiram e tomaram um anti-inflamatório. Ou então recorreram as ervas naturais e chás, recomendados por amigos. Estas decisões a atitudes de automedicação são normais, mas podem ser prejudiciais por serem precipitadas.
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Muitas pessoas recorrem a automedicação para tentar resolver seus problemas. Mas nem sempre isso resolve, E as vezes pode até piorar o problema. Ou até mesmo causar outros. No caso dos antibióticos, se tomados erradamente, podem causar a mutação da bactéria que adquirem resistências. Tornando assim o tratamento mais difícil e complicado.
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O conselho é sempre procurar um médico. De preferência um especialista no assunto a ser tratado. Para saber qual medicação é mais indicada para a cura. No mais, preserve sua saúde.
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Juliano Dornelles

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E Deus estava online


No princípio era o verbo, e o verbo era Deus. Então logo no primeiro dia, Deus ligou o estabilizador, clicou no power do seu pc e disse: "Faça-se a luz." Então viu que isso era bom. Seguiu as instruções do manual, conectou na internet, abriu o navegador e criou dois sites os quais chamou de céu e Terra. Mandou um e-mail, e em anexo todos os seres vivos que habitam o mundo. Mas não estava contente. Precisava de mais.
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Decidiu então criar um ser a sua imagem e semelhança. Depois de alguns rabiscos no Photoshop e no Corel Draw criou o homem. Logo enviou esta figura enigmática para a rede social virtual planeta Terra. Mas viu que o homem estava triste. Precisava de uma companheira. Decidiu então lhe dar essa companhia. Depois de uma análise do DNA do homem, pegou uma parte que se localizava nas células tronco deste. Ali por perto das costelas. Fez uma meiose e uma mitose do cromossoma XY, extraindo dali um XX que chamou de mulher.
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Mandou um sms para o homem e falou para não comer do fruto da árvore do centro do jardim. Mas a mulher, induzida pela cobra, veterana na pederastia virtual, entrou em um site de relacionamento e conheceu o sexo. Logo foi mostrar este conteúdo midiático para o homem. Que então se entregou à tentação. Depois disso ambos se viram nús. Vestiram então um avatar, entraram no Second Liife e foram procurar Deus que estava meio sumido. Ao encontrá-los Deus lhes disse. Multipliquem-se e povoem a web.
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Juliano Dornelles

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Programa eleitoral gratuito e Teorias da comunicação


Estamos chegando ao fim de mais uma eleição e não pude deixar de fazer uma análise do programa eleitoral gratuito através da ótica das Teorias de comunicação. Manipulação, persuasão e influência são verdades que não devem ser desconsideradas. Sobretudo o controle da informação, a causa, o efeito e o feedback esperado nas urnas logo se traduzirão em votos.
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Posso começar dizendo que todo programa eleitoral passa por um processo de newsmaking. Uma seleção do que deve ser passado ao público. Levando-se em consideração a noticiabilidade e a relevância de cada informação. O Gatekeeping está presente tanto no newsmaking quanto na parte do TSE, que, sobre a orientação do código de ética da comunicação, valida direitos de resposta a informações flutuantes e inverdades.
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Boa parte do público adequa seus horários de acordo com a programação da TV. E esta por sua vez configura sua programação de acordo com os interesses dos públicos. Nada além de um exemplo prático da teoria da Agenda Setting. O efeito latente é uma realidade. As influências de alguns dados começam a aparecer quase que anuladas. Mas com o decorrer do tempo ganham dimensão maior. Um bom exemplo é o das pesquisas do Ibope e Datafolha.
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Quanto ao público, e sua decisão sobre em quem votar, pode-se dizer que sofre a ação das possiblidades dos usos e gratificações que os programas políticos lhe oferecem. O eleitor é induzido a agir a partir do que a propaganda lhe propõe. Nada além de um exemplo da bullett theory. Mas quase tudo depende da decodificação da mensagem. Pois como diz a semiótica, nem sempre o significante condiz com o significado.
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Além da visibilidade mediada dos candidatos podemos ressaltar, por parte do público alvo, consequências tais como a sobrecarga simbólica e a absorção do self. Ou seja, o incorporeamente dos conteúdos e da experiência mediada. Tudo isso se traduzirá de fato no voto nas urnas. Podemos dizer que o futuro presidente do Brasil será sem dúvida nenhuma o melhor produto oferecido pela mídia. A indústria cultural já dizia que a cultura de massa, além de emergir da massa, sofre a influência da manipulação das mídias.
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Enquanto o espectador-eleitor assiste o programa eleitoral gratuito, nada mais é do que um receptor passivo de uma quase interação mediada. Mas no próximo domingo, na hora de escolher em quem votar, terá o direito de interagir e fazer do seu voto o feedback definitivo desta corrida publicitária. Neste momento a teoria deixará de ser teoria e tornar-se-á realidade.
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Juliano Dornelles

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Conectividade além do tempo e espaço



A tecnologia dos últimos tempos revolucionou o que conhecíamos sobre conectividade. Assim como já fez no passado o telégrafo e o telefone, a internet mudou o modo de relacionamento entre as pessoas. Usuários que se organizam em rede para discutir seus pontos de vista participam de comunidades em redes sociais que vão além do espaço e do tempo.
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Há anos atrás circulava no You Tube um vídeo chamado Prometeus, que sugeria algumas mudanças que as novas tecnologias iriam trazer. Uma delas era sobre o que o vídeo chamava de prossumers. Os prossumers são os usuários do momento. A tradução do significado configura um personagem que é produtor e consumidor de conteúdo ao mesmo tempo. Conteúdo multimídia. Através da rede. O que antes era uma comunicação de poucos para muitos, através do rádio e da televisão, agora é uma comunicação de muitos para muitos.
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Web 2.0, por sua vez, revolucionou as possibilidades de produzir conteúdos. A web como plataforma possibilitou que leigos, desconhecedores de programação, produzissem conteúdo em blogs, fotologs, videologs, sites pessoais e outras redes como My Space, Orkut e Facebook. A revolução dos 140 caracteres do Twitter, assim como o Jaiku, agilizou esta relação. Com mensagens mais curtas e e um grupo abrangente de receptores nasceu uma forma fácil e rápida de publicar mensagens e até mesmo de comentar outros posts. Assim como as tags do Delicious e do Ask.
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O comércio, há alguns anos, entrou na onda com a precursora Amazon. E no Brasil com o mercado livre. Que depois se estendeu a maioria das redes de lojas convencionais. Sendo que algumas já faturam mais pela internet do que em suas sedes físicas. O jornalismo colaborativo, e o advento da telefonia móvel, com dispositivos multifuncionais, trouxe à cena o repórter cidadão. Um denunciante e testemunho do mundo. Depois do Oh my news, inúmeros outros sites dispõem de conteúdos produzidos por colaboradores de todo o mundo. Alguns exemplos a serem citados, que foram produzidos e publicados a partir das novas tecnologias, são o ataque ao World trade center, o tsunami na Asia e o recente terremoto no Chile.
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Ainda há muito por vir. Alguns dizem que o celular é o computador do futuro. Portabilidade e multiplicidade de redes é um de suas características. Quando estou no msn, Skype, Google talk as vezes alguns amigos me perguntam: "Onde você está ?", esperando que eu responda o nome de algum lugar físico. Então respondo: "Estou na rede". Esta é uma noção de espacialidade que vaí além das fronteiras antes conhecidas. E quem está na rede, está no mundo.
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Juliano Dornelles

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A convergência e o referencial



O fenômeno da convergência midiática é uma realidade. Redes de tv já publicam posts em seus sites. Repassam o link através de tweets. Participam de fóruns online. Recebem ligações, que se somam em votos, em seus reality shows e programas de auditório. Recebem torpedos sms relacionados a promoções. Que também são divulgadas em rádios, jornais e revistas. Este é apenas um mero exemplo.
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Um fenômeno mundial da literatura moderna serve como outro exemplo. Harry Porter. Saiu das prateleiras das livrarias para a vida dos leitores. Um dos muitos livros que virou filme. Ganhou a preferência de muitos. Depois virou game. Boneco e jogos que saíram das lojas de brinquedos para o dia-a-dia de muitas crianças. Está em chaveiros, camisetas, mochilas e em outros tantos objetos. Isto tudo é uma consequência da convergência midiática.
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Mas tudo é questão de referenciais. Há poucos anos foi descoberta uma grande massa de gelo e rocha que circunda o sol, em um ponto longínquo além de Plutão. Astrônomos a batizaram de Xena. Mas ainda discutem se a classificam como planeta ou não. Tudo é questão de point of vew (ponto de vista). O que quero dizer é que, como a classificação de Xena, a convergência também pode ser vista de várias formas. Alguns a veem como uma revolução tecnológica. Outros a veem como uma mudança de comportamento.
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Juliano Dornelles

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eleições 2010



Chegado o fim do primeiro turno das eleições 2010 nota-se o erro do ibope, principalmente no que diz respeito a eleição para a presidência nacional. José Serra que aparecia nas pesquisas com 27%, somou nas urnas 32,6%, Dilma que aparecia com 52%, somou 46,9%, enquanto marina que aparecia com 12% somou 19,3%. Tudo indica que a vitória no segundo turno será do candidato(a) apoiado por Marina. A candidata do PV disse que discutirá o apoio, e que nada está definido.

Já para o governo do estado, pela primeira vez, foi eleito um candidato no primeiro turno. Tarso Genro conquista seu primeiro mandato no governo do Estado do Rio Grande do Sul. Paim e Ana Mélia conquistaram as vagas para o Senado. Contudo o que continua me intrigando é a legitimidade das pesquisas do Ibope. Que em muito influencia os eleitores. Agora nos resta analisar quem tem melhores condições de governar o Brasil. Espero que vença o melhor.


Juliano Dornelles